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Nova geração da Ford F-150 lidera renovação total da marca até 2029

Com a nova plataforma UEV e foco em software, a Ford planeja renovar 70% da linha global, incluindo a caminhonete F-150

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A Ford prepara uma das reformulações mais ambiciosas e o fabricante planeja renovar 70% de seu portfólio global até 2029. A empresa criou uma nova organização interna integrada, que conecta diretamente as equipes de veículos elétricos, desenvolvimento digital e design ao seu sistema industrial global.

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Este novo grupo interno tem como missão unificar as áreas de software e eletrificação, garantindo que os futuros lançamentos nasçam sob uma arquitetura única. Consequentemente, um dos pilares é a plataforma UEV, que prioriza a simplicidade e a redução de peso. No entanto, o foco está em otimizar a cadeia produtiva e tecnológica, permitindo que responda com maior agilidade às demandas do mercado.

Ford: integração de software e plataforma UEV

A Ford afirma que essa estrutura proporcionará novos produtos, softwares e serviços mais intensivos de sua história centenária. Sob a liderança de Kumar Galhotra, além da meta global, a Ford projeta uma renovação de 80% do seu portfólio norte-americano até 2029, consolidando sua força nos principais mercados.

Contudo, este cronograma de atualizações inclui uma nova geração da F-150 e da F-Series Super Duty. Paralelamente, outra novidade relevante ainda está no desenvolvimento de uma nova picape média, que utilizará a plataforma Universal Electric Vehicle (UEV). O objetivo da Ford é unificar a eficiência produtiva com tecnologias de eletrificação simplificadas para garantir a competitividade de seus veículos de maior volume.

Nova geração da F-150 e picapes elétricas

Desenvolvida por uma equipe de projetos especiais, a plataforma UEV adota componentes para reduzir o peso e a complexidade estrutural. Entretanto, a arquitetura também apresenta um sistema de propulsão e uma infraestrutura elétrica. Esse conjunto recebe suporte de um software próprio do fabricante e integra sistemas avançados de assistência ao condutor, otimizando a interação entre o hardware e o processamento de dados.

Aliás, quase 90% dos modelos globais da Ford devem oferecer motorizações eletrificadas até 2030. Esse portfólio abrangerá veículos híbridos, elétricos de autonomia estendida e modelos puramente elétricos. Um ponto relevante da nova fase é o desenvolvimento da plataforma UEV, que também beneficiará os carros híbridos, os quais receberão novos motores de alta eficiência derivados dessa tecnologia específica.

Ford Mustang Mach-E [Auto+ / João Brigato]
Ford Mustang Mach-E [Auto+ / João Brigato]

Metas de eletrificação para 2030

O CEO da Ford, Jim Farley, define esse movimento como o ponto máximo de progresso para estabelecer uma marca moderna. Além disso, segundo o executivo, a meta é consolidar uma organização unificada e capaz de produzir, em larga escala, veículos de alta qualidade definidos por software. O foco agora se divide entre oferecer variadas opções de propulsão e evoluir constantemente por meio de atualizações remotas.

A reestruturação interna da Ford ocorre em paralelo a uma baixa significativa em sua cúpula administrativa. Apesar disso, foi confirmado que Doug Field deixará o cargo no próximo mês. O executivo ingressou na companhia há cinco anos com a missão de liderar a estratégia de veículos eletrificados, conectados e definidos por software, sendo peça-chave na transição tecnológica que a marca atravessa atualmente.

Sobretudo, Field desempenhou um papel central na fundação da divisão de Criação e Industrialização de Produtos, grupo responsável por integrar o desenvolvimento de hardware, software e manufatura. Todavia, sua saída acontece em um momento sensível, sendo que a Ford depende dessa estrutura para executar a renovação de seu portfólio. A meta final é ambiciosa: alcançar uma margem ajustada de 8% até o fechamento do ano de 2029.

A F-150 sempre foi o termômetro da Ford. Você acha que a tecnologia de software e a plataforma UEV vão manter o legado da caminhonete? Escreva nos comentários

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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