A Audi apresentou nesta quinta-feira (15) os preços da nova geração do Audi Q3 no Brasil. Montado na fábrica de São José dos Pinhais (PR), o SUV chega inicialmente em versão única batizada de Launch Edition, vendida por R$ 389.990 na carroceria tradicional e R$ 399.990 na variante Sportback.
O lançamento também marca a nova etapa da operação brasileira da montadora alemã. Afinal, a produção local do Q3 retorna após um período de pausa para modernização na linha de montagem da planta paranaense com investimento de R$ 50 milhões, enquanto as primeiras unidades já começaram a chegar às concessionárias brasileiras.
Novo Q3 sobe de preço
Com a nova geração, o Q3 também mudou o posicionamento de preço no mercado, já que o antigo modelo partia de R$ 299.990 na versão SUV e chegava aos R$ 379.990 no Sportback Black Plus.

Se formos pegar os valores dos seus rivais diretos, temos o BMW X1, vendido entre R$ 319.950 e R$ 382.950 com motor 2.0 turbo de 204 cv e 30,6 kgfm, além do Mercedes-Benz GLA, tabelado em R$ 388.990 com conjunto bem mais fraco, com propulsor 1.3 turbo semi-híbrido de 163 cv e 27,5 kgfm.
Já o Q3 Sportback, querendo ou não, também encara o BMW X2, que custa entre R$ 407.950 e R$ 533.950 e entrega 204 cv também na versão de entrada e até 317 cv e 40,8 kgfm na configuração topo de linha.
Design aproxima Q3 dos SUVs elétricos da Audi

Visualmente, o novo Q3 abandona os traços mais retos da geração anterior e passa a conversar diretamente com os SUVs mais recentes da marca alemã, que estreou na linha e-tron.
A dianteira traz inspiração clara dos novos modelos, principalmente nos faróis mais afilados e divididos. O DRL fica posicionado na parte superior, enquanto a iluminação principal com os projetores aparece abaixo. Os faróis usam tecnologia Full LED Plus e oferecem três assinaturas luminosas configuráveis, além do assistente automático de farol alto e função Coming Leaving Home.

A grade Singleframe continua octogonal, porém ganhou desenho mais curvo e acabamento preto fosco. Além disso, a carroceria ficou mais limpa visualmente, com menos vincos e uma cintura mais alta. Na traseira, o Q3 estreia lanternas OLED com animações configuráveis, setas dinâmicas e iluminação integrada por um filete em LED que atravessa toda a tampa traseira.
O detalhe mais curioso está nos anéis iluminados da Audi, assim como vemos na Volkswagen, que acendem automaticamente ao anoitecer ou quando o farol baixo entra em funcionamento. No Sportback, a queda acentuada do teto continua sendo o principal elemento visual da variante cupê.
Motor 2.0 turbo evolui e deixa Q3 mais rápido

Debaixo do capô, a Audi manteve o conhecido 2.0 TFSI EA888, porém com evoluções. O novo propulsor entrega 258 cv e 37,8 kgfm, com o câmbio S tronic automatizado de dupla embreagem e sete marchas, além da tradicional tração integral quattro. Segundo a marca, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e alcança 210 km/h de velocidade máxima.
Vale lembrar que o antigo Q3 Performance entregava 231 cv e 34,7 kgfm, além da transmissão Tiptronic. Agora, o SUV brasileiro praticamente encosta nos números de modelos maiores da marca. Ainda assim, ele não utiliza o conjunto mais recente do Audi A5 e do novo Tiguan, que usam evolução ainda mais moderna do EA888, com até 272 cv e 40,8 kgfm.
Europa já possui versões híbridas e diesel

No mercado europeu, o novo Q3 possui uma gama bem mais ampla. A linha começa no 1.5 TFSI semi-híbrido de 48 volts que despeja 150 cv e 25,5 kgfm, conjunto esse que equipará a picape Tukan da Volkswagen. Depois aparecem versões 2.0 TDI diesel de 150 cv e opções 2.0 TFSI quattro de 204 cv e 265 cv.
Além disso, existe uma configuração híbrida plug-in chamada e-hybrid, que combina motor 1.5 turbo com propulsor elétrico para entregar 272 cv e 40,8 kgfm. Nesse caso, a bateria possui 25,7 kWh brutos e permite autonomia elétrica de até 119 km no ciclo WLTP.

As versões Launch Edition usam rodas Audi Sport de 19 polegadas com pneus 255/45. O coeficiente aerodinâmico também melhorou e o SUV convencional passou de 0,32 cx para 0,30 cx, enquanto o Sportback continua mais baixo, com 42 milímetros a menos na altura da carroceria.
Cabine tem grande salto da nova geração
Por dentro, a transformação também foi grande para o modelo sustentado na plataforma MQB Evo. A Audi chama a cabine de Digital Stage. O conjunto reúne painel curvo, Virtual Cockpit de 11,9 polegadas e central multimídia MMI Touch de 12,8 polegadas.

O seletor do câmbio saiu do console central e foi para a coluna de direção. Com isso, o interior ganhou mais espaço para porta-objetos, dois porta-copos e carregador por indução refrigerado de 15 W.
Há ainda quatro entradas USB-C, iluminação ambiente com 30 cores e painéis iluminados com mais de 300 recortes. O sistema de som Sonos entrega 260 W através de 10 alto-falantes.

Em acabamento, a Audi reforça o discurso sustentável com uso de tecidos reciclados, microfibras em poliéster reciclado e tapetes produzidos em Econyl. Além disso, o Q3 estreia vidros acústicos dianteiros e para-brisa acústico dentro do segmento compacto premium da marca.
Em segurança, o SUV também oferece assistente de estacionamento, controle de cruzeiro adaptativo com limitador, assistente de faixa, frenagem autônoma dianteira, alerta de saída de faixa e monitoramento de fadiga.

Em relação as cores, o novo Audi Q3 oferece nove opções: Branco Arkona, Branco Geleira, Azul Malpelo, Azul Navarra, Cinza Tambora, Preto Mito, Verde Sálvia, Vermelho Progressivo e Cinza Flecha. Já o interior, por sua vez traz duas tonalidades de acabamento: Preto e Bege.
Audi Q3 é peça-chave da operação brasileira

O Q3 também possui importância histórica para a Audi no Brasil. A primeira geração começou a ser produzida globalmente em 2011, enquanto o SUV chegou ao mercado brasileiro em 2012 importado da Espanha, primeiramente com motores 2.0 turbo.
Depois, em 2016, a Audi iniciou a produção nacional do modelo em São José dos Pinhais (PR). Na época, o SUV utilizava motores 1.4 TFSI e 2.0 TFSI. A segunda geração surgiu globalmente em 2018, já produzida na Hungria sobre a plataforma MQB. No Brasil, ela estreou em 2020.
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