A Renault revelou o Bridger Concept, um novo SUV compacto desenvolvido para aumentar a sua presença em mercados fora da Europa. Trata-se de um utilitário de porte menor que um Kardian que deve chegar à produção até 2027, com versões a combustão, híbridas e elétricas.
Apesar de se tratar apenas de um conceito, o Bridger já dá pistas do posicionamento que a Renault vai adotar nos próximos anos. Nesse caso, um SUV compacto voltado para países emergentes. O modelo será apresentado oficialmente durante o evento global Future Renault, marcado para 10 de março, quando a marca deve revelar mais detalhes sobre o projeto e sua estratégia.
Visual robusto e proposta utilitária
O Bridger Concept aposta em um desenho bastante quadrado e funcional. As linhas retas, os para-lamas bem marcados e a roda sobressalente posicionada na traseira reforçam a proposta off-road do utilitário.

O porte compacto chama atenção devido as dimensões semelhante ao Suzuki Jimny, modelo esse que está deixando o nosso mercado, mas continua sendo vendido em outros países, inclusive a Índia, onde o SUV da Renault poderia ser um rival perfeito para o carro da Suzuki.
Outro número importante aparece na altura em relação ao solo, onde o Bridger oferece 200 mm de distância do chão, valor semelhante ao jipe japonês. Esse conjunto indica que a Renault vai posicionar o modelo como uma opção urbana, mas também capaz de lidar com terrenos mais difíceis.

Mesmo com dimensões compactas, o interior foi projetado para aproveitar bem o espaço. O porta-malas oferece cerca de 400 litros de capacidade, número bem alto para um SUV desse porte.Além disso, o espaço para as pernas no banco traseiro chega a 200 mm.
Projeto global pensado fora da Europa
O Bridger faz parte de um plano de expansão da Renault para mercados emergentes, tendo desenvolvimento na Índia e, ao que tudo indica, deverá ser produzido na fábrica da marca em Chennai. No mesmo complexo também será fabricada a nova geração do Renault Duster voltado a países emergentes também, inclusive cotado ao Brasil.
Motorização a combustão, híbrida e elétrica

A Renault ainda não revelou todos os detalhes técnicos do modelo de produção. No entanto, informações obtidas pelo site Autocar indicam que a gama de motores será bastante variada. A versão de entrada deve utilizar um novo motor 1.2 a gasolina. Já a configuração híbrida deve adotar o mesmo conjunto full hybrid de 158 cv presente no Renault Duster.
Também está prevista uma variante totalmente elétrica. Nesse caso, o SUV poderá utilizar baterias de 35 kWh ou 55 kWh, dependendo da versão e do mercado. Nem todas as opções de motorização estarão disponíveis em todos os países. A Renault deve adaptar a oferta conforme as necessidades de cada região.

O nome Bridger deve continuar no modelo de produção. A estratégia faz parte da política de nomenclatura internacional da Renault. Segundo Sylvia dos Santos, responsável pela estratégia de nomes da marca, o objetivo é ampliar a família de modelos com nomes em inglês, como acontece com o Duster. A executiva afirma que Bridger foi escolhido por passar robustez e versatilidade.
Poderia fazer sentido no Brasil
Embora o Bridger tenha sido pensado inicialmente para países como Índia, África e regiões do Oriente Médio, a proposta poderia fazer sentido em mercados como o brasileiro.

Nos últimos anos, a Renault tem ampliado sua presença no segmento de SUVs e crossovers fora da Europa. No Brasil, a marca lançou recentemente o Kardian e depois apresentou o Boreal como parte de uma nova fase da empresa no país.
Além disso, outros modelos ainda estão previstos dentro do plano de investimentos da Renault para o mercado brasileiro. Diante desse cenário, um SUV compacto global com proposta robusta e dimensões urbanas poderia se encaixar com facilidade no portfólio da marca por aqui.
E você, acha que um SUV compacto nesse estilo teria espaço no mercado brasileiro? Deixe seu comentário!




