A Stellantis quer virar o jogo quanto à percepção de qualidade de seus produtos. Em alguns países e regiões, especialmente nos EUA, boa parte das marcas do grupo aparece mal posicionada em listas de confiabilidade. Mas a dona da Fiat e da Peugeot quer mudar essa realidade, se espelhar na Toyota e, para isso, criou um verdadeiro esquema de guerra.
Durante o congresso do Automotive News em Detroit, Antonio Filosa, CEO da Stellantis, foi muito enfático quanto à solução de problemas dos carros do grupo. Em seu discurso, o executivo afirmou que a empresa vai resolver os defeitos apresentados nos carros “muito, muito, muito rápido”.
Stellantis cria salas de guerra
A ênfase na palavra “muito” se dá por conta do verdadeiro esquema de guerra que a Stellantis montou para resolver essas questões. Segundo informações divulgadas no congresso, o grupo conta com 50 salas de guerra de qualidade, como são chamadas internamente.

Elas estão espalhadas por todo o mundo e contam com 2 mil engenheiros que trabalham dia e noite para resolver problemas de qualidade dos produtos e da produção, além de identificar potenciais defeitos que os carros possam apresentar. Uma dessas salas, inclusive, segurou o lançamento do Fiat Argo X no Brasil para resolver alguns pontos sensíveis.
Meta é alcançar a Toyota até 2028
A meta de Antonio Filosa é fazer a Stellantis chegar perto do nível de confiabilidade dos carros da Toyota. O grupo tem até 2028 para colocar todas as marcas, em todos os mercados em que atuam, nos postos mais altos dos rankings de confiabilidade.

Por isso, a ideia agora é apertar o cinto e investir mais nesse controle de qualidade do que em inovação, pelo menos por enquanto.
A Stellantis percebeu que tem perdido mercado em diversos lugares, especialmente nos EUA, por problemas constantes apresentados em seus carros. Resta saber se as 50 salas de guerra serão suficientes para cumprir o prazo ou se o grupo precisará abrir mais uma.

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