A Jaguar Land Rover prepara o projeto mais estratégico da década: um inédito crossover médio para substituir o Velar e rivalizar com BMW iX3, Mercedes-Benz GLC e Volvo EX60. Previsto para o próximo semestre, ele abandonará o teto elevado tradicional por uma silhueta que flerta com os sedans. Flagras de protótipos sugerem inclusive a eliminação do vidro traseiro por um retrovisor digital por câmera, ampliando o espaço para a cabeça dos ocupantes.
A maior reviravolta está na arquitetura EMA. Planejada para ser exclusivamente elétrica, foi adaptada para ser multienergia, com um conjunto híbrido plug-in inédito no fabricante. Sendo assim, respondendo à oscilação da demanda global por elétricos de alto luxo. Essa mesma base servirá posteriormente para o futuro Defender Sport, um SUV de entrada mais compacto.
O novo crossover terá tecnologia de 800V garantindo recargas ultrarrápidas. Todavia, há dúvidas do SUV de 4,80 metros de comprimento utilizará uma bateria de 118 kWh ou se adotará opções com tração em apenas duas rodas. As informações são do Autocar.

A ofensiva da Jaguar Land Rover com o Velar
A base é sustentada por uma grande reestruturação industrial. As células de bateria virão de um novo complexo de quatro bilhões de libras da subsidiária Agratas (do grupo Tata) em Somerset, capaz de abastecer 500.000 veículos/ano.
Paralelamente, a fábrica de Halewood recebe um aporte de 500 milhões de libras para modernização das linhas, além de produzir as variantes elétricas e híbridas do novo SUV e do Defender Sport, que gradualmente substituirão os atuais Discovery Sport e Evoque a combustão.

Este será o primeiro grande teste de fogo do CEO da JLR, PB Balaji, nomeado pela controladora Tata. Ele assume em meio a desafios complexos, como a recuperação de um severo ataque cibernético sofrido pela empresa, pressões tarifárias nos EUA e novas regras na Europa. Introduzir um produto com forte apelo comercial e potencial de volume será vital para reter o mercado enquanto a marca navega por águas turbulentas.
A busca por veículos elétricos de luxo
Uma cautela justificada pelo esfriamento por elétricos de alto luxo acima de £100 mil (aproximadamente R$ 690.819, em conversão direta), o que fez Porsche e Bentley adiarem seus cronogramas.
Em contrapartida, o segmento premium intermediário vive forte expansão. Aliás, como mostrado pela alta de pedidos da BMW pelo iX3 e da Mercedes pelo GLC elétrico. Ou seja, a faixa onde o ronco do motor dita menos a compra e onde o novo Range Rover pretende reinar para consolidar a transição energética da marca.



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