A Suzuki optou que não vai apostar todas as fichas em apenas um tipo de motorização. Enquanto já vende elétricos como o e Vitara e trabalha em novos, a japonesa também confirmou uma nova geração de híbridos, motores turbo mais eficientes e, principalmente, um sistema que até agora não existia em sua gama: o chamado REEV Light, no qual o motor a combustão gera eletricidade, mas quem movimenta as rodas é motor elétrico.
Tudo faz parte da estratégia tecnológica que a Suzuki apresentou para os próximos dez anos. E, curiosamente, a ideia vai um pouco na contramão daquela corrida de simplesmente colocar a maior bateria possível dentro de um carro. A fabricante quer justamente bater na tecla do tamanho certo, usando conjuntos menores, menos peso e diferentes soluções dependendo do país e de como aquele consumidor realmente usa o veículo.
Suzuki terá seu primeiro híbrido com extensor de autonomia
A novidade mais interessante está no sistema REEV anunciado que estará presente nos carros compactos da marca. Nesse caso, a Suzuki desenvolve o motor a combustão que não movimenta as rodas, apenas trabalha como gerador, produz eletricidade para as baterias, essas que geram energia aos motores elétricos que movimentam efetivamente o veículo.

É basicamente a mesma situação que vemos no Leapmotor B10/C10 REEV aqui no Brasil e futuros carros da iCaur. Só que a fabricante quer levar essa ideia um passo além.Ao adicionar uma entrada para recarga externa e aumentar a bateria na medida necessária, esse mesmo sistema vira aquilo que a Suzuki chama de REEV Light.
A Suzuki faz questão de destacar uma diferença importante: ela não quer carregar uma bateria enorme. Segundo a fabricante, a ideia é dimensionar o conjunto para cada tipo de carro e uso. Com isso, reduz peso, quantidade de matéria-prima e custo, enquanto o motor a combustão elimina aquela preocupação de acabar a bateria durante uma viagem mais longa. É daí, inclusive, que vem o Light do nome.
Baleno e Fronx podem estrear sistema

A Suzuki não confirmou oficialmente quais carros receberão primeiro o REEV Light, então ainda não dá para colocar um modelo como certo. Contudo, segundo a Autocar India, Baleno e Fronx aparecem entre os principais candidatos para receber primeiro o novo sistema híbrido em série com o motor 1.2 de três cilindros trabalhando justamente como gerador.
Diante disso, outros modelos maiores também podem aproveitar a arquitetura posteriormente, principalmente porque a Suzuki não está desenvolvendo esse conjunto isoladamente. A ideia é criar uma família modular de sistemas eletrificados que possa crescer ou encolher dependendo do carro.
Também terá híbrido mais simples

Nem todo Suzuki eletrificado, porém, vai precisar de um sistema tão complexo. Para seus menores carros, a fabricante também prepara uma solução de 48 volts MHEV para manter o baixo custo de produção e peso reduzido. Também é esperado um sistema híbrido pleno.
E a gasolina não vai embora
Curiosamente, ao mesmo tempo em que desenvolve toda essa família elétrica e híbrida, a Suzuki também está colocando dinheiro em um novo motor a combustão. A fabricante confirmou o desenvolvimento do DITC, sigla usada para seu próximo motor turbo com injeção direta. O foco inicial está em mercados de crescimento, como a Índia, buscando entregar desempenho sem abandonar a eficiência.
![Suzuki Across 2026 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Suzuki-Across-2026-frente-verde.webp)
E a meta de eficiência é bastante ambiciosa. O atual 1.2 Z12E trabalha na faixa de 40% de eficiência térmica. Agora, a Suzuki quer se aproximar de 50%, atacando perdas de calor, atrito e bombeamento do motor. Para isso, estuda combustão pobre com maior EGR, ciclo Miller, recuperação de calor, óleo de baixa viscosidade e até materiais com nanocarbono.
E isso pode chegar ao Brasil?
Por enquanto, não existe confirmação. A Suzuki voltou a movimentar sua gama brasileira em 2026 justamente com o e Vitara, seu primeiro elétrico vendido por aqui, atualmente tabelado em R$ 219.990 depois de uma redução de R$ 50 mil feita em julho.

Contudo, a fabricante não anunciou nada para o mercado brasileiro. Ainda assim, a própria estratégia da Suzuki deixa uma porta aberta. A empresa diz que não pretende oferecer exatamente a mesma solução em todos os países, mas adaptar motorização e tecnologia à infraestrutura e às necessidades de cada região.
E você, acha que um híbrido com extensor de autonomia e bateria menor faz mais sentido que um elétrico puro? Deixe seu comentário!


