Enquanto no Brasil um hatch compacto zero km já encosta com facilidade nos R$ 100 mil, a Suzuki continua apostando em uma receita completamente diferente na Índia. O Baleno acaba de passar por mais uma atualização e parte de 609.900 rúpias, algo próximo de R$ 32,6 mil em conversão direta.
E não é simplesmente um carro barato e pelado. A Suzuki mexeu no visual, colocou mais equipamentos de segurança e conforto e ainda trocou o motor. Só que o Baleno perdeu um cilindro e também alguns cavalos justamente para ficar mais econômico.
Baleno ficou com cara bem diferente na frente
A Suzuki concentrou praticamente toda a mudança visual na dianteira. A grade cresceu bastante e ganhou três filetes horizontais cromados, enquanto o logotipo da marca subiu para uma posição mais alta. O para-choque também mudou, com peças pretas maiores na parte inferior e novas molduras laterais.

Os faróis, por outro lado, continuam praticamente os mesmos. De lado, quase nada muda. A Suzuki acrescentou um pequeno acabamento cromado nos para-lamas e colocou uma antena tipo de barbatana de tubrãono teto. Além disso, apareceu uma nova cor chamada Enigmatic Teal, um verde azulado que tenta deixar o hatch um pouco menos conservador.
As dimensões também continuam bem de carro compacto. São 3,99 metros de comprimento, 1,74 m de largura e 2,52 m de entre-eixos. Ou seja, literalmente dimensões idênticas em comprimento de um Fiat Argo. O porta-malas do Baleno leva 318 litros.
Perdeu um cilindro e também potência

A maior mudança, no entanto, está debaixo do capô. O antigo motor 1.2 aspirado de quatro cilindros saiu de cena. No lugar dele entrou o novo Z12E, também 1.2 aspirado, só que agora com três cilindros. É o mesmo conjunto usado por Swift e Dzire na Índia. São 83 cv e 11,5 kgfm de torque. O antigo entregava 90 cv e praticamente o mesmo torque, com 11,5 kgfm. Portanto, o Baleno perdeu somente 7 cv nessa troca.
O objetivo de tudo isso é o consumo. Com câmbio manual de cinco marchas, a fabricante declara 23,8 km/l. Já com o automatizado AGS, também de cinco velocidades, são 24,7 km/l. O antigo fazia 22,3 e 22,9 km/l, respectivamente. Assim, no automático, o ganho chega perto de 8%.

Como acontece em vários carros vendidos na Índia, o Baleno também tem opção movida a GNV de fábrica. Nesse caso, o mesmo 1.2 trabalha com 70 cv e 10,4 kgfm. O câmbio é somente manual de cinco marchas. O consumo declarado chega a 33,61 km/kg, contra 30,61 km/kg da configuração anterior.
Carro barato, mas agora com ACC e frenagem autônoma
A versão topo de linha agora tem ADAS de nível 2, com radar e câmera. O pacote oferece piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência, alerta e assistente de permanência em faixa, farol alto automático e alerta de colisão frontal.

Isso em um hatch que começa pelo equivalente a pouco mais de R$ 32 mil. Claro que o ADAS não aparece na configuração de entrada. Ele fica restrito à Alpha(O), no topo da linha. Mesmo assim, é uma tecnologia que nem alguns carros de mais de R$ 150 mil vendidos no Brasil oferecem hoje.
Além disso, todas as versões passam a ter seis airbags, controle de estabilidade, ABS, assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus e sensores traseiros.
Bancos ventilados em hatch de entrada

Por dentro, a estrutura do painel continua praticamente a mesma. A central multimídia tem 9 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Além disso, o Baleno pode ter head-up display e câmera 360 graus, equipamentos que já estavam disponíveis anteriormente.
Só que a Suzuki colocou alguns brinquedos novos. As versões mais completas ganham bancos dianteiros ventilados com revestimento sintético, carregador de celular por indução com refrigeração e sistema de som Clarion com seis alto-falantes.

Também existem saídas de ar-condicionado e portas USB para quem vai atrás. Tudo isso na configuração mais completa da linha, que chega a aproximadamente 955 mil rúpias nas configurações mais equipadas, algo perto de R$ 51 mil em conversão direta.
Lógico que essa conta não pode ser transportada para o Brasil simplesmente multiplicando moedas. Impostos, logística, homologação e margem mudariam completamente o preço. Mesmo assim, serve para mostrar como a realidade dos carros baratos na Índia ficou distante da nossa.
Baleno ainda vende muito

O Baleno já vendeu quase dois milhões de unidades desde a estreia da família moderna, em 2015. Mesmo com a explosão dos SUVs compactos, ele continua entre os carros mais vendidos da Índia. A geração atual chegou em 2022 e agora ganha essa atualização justamente para continuar competitiva diante de Hyundai i20, Tata Altroz e Toyota Glanza.
Aliás, o Glanza é praticamente um irmão gêmeo do Baleno. A Toyota vende o hatch na Índia com seu próprio logotipo graças à parceria entre as duas fabricantes. Ainda não sabemos se ele receberá exatamente as mesmas mudanças.
E você, compraria um Suzuki Baleno desse por aqui se ele custasse menos que um Kwid? Deixe seu comentário!


