A volta do esportivo Toyota MR2 está previsto para 2028, impulsionado por um novo motor 2.0 turbo compacto capaz de entregar entre 400 cv e 450 cv, porém, com potencial de cravar até 600 cv em variantes de pista. O grande ponto, aliás, não está nas especificações técnicas, mas no cronograma de estreia.
Detalhes como o motor 2.0 turbo de quatro cilindros (código G20E), a tração integral, o motor central e o visual inspirado no conceito FT-Se (fotos abaixo) já eram de conhecimento público. A novidade é que a imprensa britânica agora cravou a chegada do cupê às lojas para daqui a dois anos, apontando 2028 como a data definitiva.


Grife Gazoo Racing
Quando desembarcar nas ruas, o esportivo pode surgir sem a tradicional insígnia do fabricante na grade. A estratégia é seguir os passos do cupê GR GT e consolidar a Gazoo Racing como uma divisão totalmente autônoma dentro do grupo, assumindo o papel de braço de alta performance da mesma forma que a Lexus atua no segmento de luxo.
Para colocar o projeto à prova, a engenharia deixou para trás as mulas de teste improvisadas na carroceria do GR Yaris e já roda com o protótipo definitivo do MR2 em fase avançada de validação. Embora a camuflagem pesada ainda esconda as linhas finais, tudo indica que o design de produção herdará elementos marcantes do conceito FT-Se. As informações são do Carscoops.com.

![Toyota GR Yaris [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/toyota-gr-yaris-15-1320x743.webp)
Toyota MR2: usina 2.0 turbo com margem para 600 cv
Além disso, o motor G20E deve entregar entre 400 cv e 450 cv nas versões de entrada para uso urbano, enquanto as configurações focadas em competição podem ultrapassar facilmente a marca dos 600 cv. Essa margem abre espaço no catálogo para uma opção intermediária de rua com cerca de 500 cv, calibrada para entregar desempenho bruto sem violar as leis globais de emissões e ruído.
O mais interessante é que o inédito propulsor 2.0 turbo não será exclusivo do MR2. O fabricante pretende rentabilizar o desenvolvimento do motor utilizando a mesma usina de força na ressurreição de outro ícone consagrado da marca: o Celica.

Tração integral para domar a energia nas curvas
A combinação de motor central com sistema de tração integral ajustável tem objetivo claro: eliminar o comportamento subesterçante comum em esportivos potentes de motor dianteiro e evitar os sustos do passado. O próprio chefe da divisão GR, Tomoya Takahashi, relembrou que a agilidade das gerações antigas do MR2 vinha acompanhada de uma tendência perigosa a rodar no limite, algo que a tração nas quatro rodas agora promete corrigir ao puxar o veículo com precisão para dentro das curvas.
O fabricante ainda guarda em segredo os valores oficiais e a nomenclatura final de produção, mas o caminho comercial está desenhado. Para aproveitar o forte apelo saudosista na categoria, a marca já registrou as patentes GR MR2 e GR MR-S, garantindo a identificação do novo cupê conforme o histórico de cada mercado global.


E você, um cupê de motor central com tração integral e até 600 cv é a receita perfeita? Escreva nos comentários.


