O movimento de eletrificação iniciado pela Stellantis será seguido por várias marcas no Brasil. Prova disso é que a Honda também desenvolve um sistema MHEV para equipar City e WR-V. A ideia é usar um conjunto de custo mais baixo. Enquanto isso, o Honda HR-V se transformará em um híbrido de fato.
Honda City MHEV e WR-V terão eletrificação leve
Segundo informações da revista Quatro Rodas, a Honda atualizará o atual motor 1.5 quatro-cilindros aspirado usado em City, HR-V e WR-V com a chegada do sistema MHEV. Nesse tipo de eletrificação, um pequeno motor elétrico alimentado por uma bateria auxiliar substitui o alternador e o motor de partida.
O sistema pode ser de 12V, como nos Fiat Pulse e Fastback, ou de 48V, como nos Jeep Renegade e Commander. Ele reduz emissões de poluentes e ajuda no consumo. Afinal, auxilia o funcionamento do motor a combustão. Mas, como não tem força suficiente para girar as rodas sozinho, não é um híbrido de fato.

Por conta disso, é um sistema muito mais barato, mas tem efeito na busca por melhor eficiência. Levando em conta o fato de que WR-V e City são carros de entrada da Honda e, por consequência, mais sensíveis a preço, eles adotarão o sistema MHEV para dar o primeiro passo na eletrificação.
Mas por que não o e:HEV?
Apesar de o sistema e:HEV estar adaptado à plataforma atual do City e do WR-V, ele custaria demais para os dois modelos. Atualmente, alguns mercados já oferecem o City híbrido. Já o WR-V usa apenas o motor 1.5 quatro-cilindros aspirado em nível global.

Entretanto, a Honda nacionalizará a tecnologia e:HEV em outro carro. A ideia é fazer do HR-V o primeiro híbrido da marca produzido no Brasil. Mas isso só acontecerá na próxima geração, que já está em desenvolvimento. Esse movimento permitirá que a Honda justifique seu preço mais alto. Além disso, criará uma diferenciação maior entre HR-V e WR-V.
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