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Nova geração que não é

Nova Toyota Hilux é flagrada na Argentina e revela futuro próximo ao Brasil

Modelo já chegou à Ásia e deve iniciar produção na Argentina em 2027

4 min de leitura

A Toyota Hilux ganhou uma nova geração no fim de 2025, ao menos no discurso da marca. Na prática, porém, a picape permanece com a base e passou por uma reestilização pesada, como aconteceu com a Chevrolet S10. Ainda assim, o conjunto evoluiu muito, e agora a picape já é flagrada na Argentina, país onde é produzida e distribuída ao Brasil.

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O site Autoblog flagrou a nova Hilux em testes próximos à fábrica de Zárate. O registro aponta que a produção local deve começar em dezembro de 2026, mantendo grande semelhança com a versão já apresentada na Ásia e na Oceania.

Produção na Argentina e chegada ao Brasil

A presença da picape em testes na Argentina mostra que a Toyota já prepara a adaptação da linha para a nova geração. A expectativa é que a produção comece no último mês de 2026 para ter o lançamento em 2027. Por isso, devemos esperá-la no Brasil no primeiro semestre do mesmo ano.

Toyota Hilux flagra
Toyota Hilux flagra [Reprodução/Autoblog]

Além disso, a unidade de Zárate deve produzir não apenas versões a diesel, como também a aguardada variante elétrica. A unidade vista nos testes utiliza motor diesel, mas também já foram flagrados protótipos elétricos da picape média. Além disso, o site Rodar Post afirmou ter visto a picape durante apresentação para concessionários na versão elétrica.

Motorização diesel e eletrificada

Para o Brasil, a expectativa inicial gira em torno do já conhecido motor 2.8 turbodiesel, com 204 cv com 50,9 kgfm de torque. Esse conjunto deve continuar como base das versões de trabalho e uso mais tradicional, por exemplo. 

Toyota Hilux 2027 estático
Toyota Hilux [Divulgação]

Por outro lado, a Toyota também pode trazer o sistema semi-híbrido de 48 volts. Nesse caso, um gerador elétrico substitui o alternador convencional e trabalha acoplado ao motor.

Esse sistema não altera a potência total declarada, mas pode entregar até 16 cv e 6,5 kgfm extras em momentos específicos, como arrancadas e retomadas. Além disso, ele regenera energia e auxilia o funcionamento do motor a combustão.

Versão elétrica aparece como grande novidade

Toyota Hilux 2027 em movimento
Toyota Hilux [Divulgação]

A principal novidade da nova Hilux pode ser a versão 100% elétrica. Em outros mercados, a picape já utiliza uma bateria de 59,2 kWh, com potência de 196 cv e torque de 48,3 kgfm, entregues de forma imediata.

A autonomia gira em torno de 240 km no ciclo WLTP. Como a produção deve ocorrer na Argentina, cresce a chance dessa versão chegar ao Brasil.

Dimensões mudam pouco, visual é totalmente novo

Toyota Hilux 2027 estático
Toyota Hilux [Divulgação]

Apesar da nova fase, a Hilux terá praticamente as mesmas dimensões. São 5,32 metros de comprimento, apenas 5 mm a mais que a atual, além de 1,85 m de largura e 3,08 m de entre-eixos.

Por outro lado, o visual muda completamente. A picape ganha faróis mais afilados, novo capô, grade redesenhada e para-choque inédito. Na traseira, lanternas e tampa também foram atualizadas.

Toyota Hilux 2027 interior
Toyota Hilux [Divulgação]

Por dentro, a Hilux se aproxima do que a Toyota já faz em modelos mais recentes, como a Tacoma. O painel traz quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas e central multimídia do mesmo tamanho, posicionada no topo do painel. Além disso, o console central ficou mais elevado e o volante segue o novo padrão da marca.

Produção exige adaptação industrial

A Toyota já explicou por que a nova Hilux chega depois à América Latina. Segundo Gustavo Salinas, presidente da Toyota Argentina, o processo implica mudanças bem grandes na fábrica.

Toyota Hilux 2027 em movimento
Toyota Hilux [Divulgação]

“O lançamento ocorrerá depois de 2026 por diversos motivos. Primeiro, porque precisamos trocar ferramentas e matrizes para incorporar esse modelo. Isso exige investimento e paralisação de linha. Depois, há a integração de novos fornecedores. Por fim, precisamos atender diferentes mercados com configurações específicas”, afirmou.

E você, faz sentido a Hilux apostar na eletrificação ou o motor diesel ainda é indispensável nesse segmento? Compartilhe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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