A Toyota Hilux ganhou uma nova geração no fim de 2025, ao menos no discurso da marca. Na prática, porém, a picape permanece com a base e passou por uma reestilização pesada, como aconteceu com a Chevrolet S10. Ainda assim, o conjunto evoluiu muito, e agora a picape já é flagrada na Argentina, país onde é produzida e distribuída ao Brasil.
O site Autoblog flagrou a nova Hilux em testes próximos à fábrica de Zárate. O registro aponta que a produção local deve começar em dezembro de 2026, mantendo grande semelhança com a versão já apresentada na Ásia e na Oceania.
Produção na Argentina e chegada ao Brasil
A presença da picape em testes na Argentina mostra que a Toyota já prepara a adaptação da linha para a nova geração. A expectativa é que a produção comece no último mês de 2026 para ter o lançamento em 2027. Por isso, devemos esperá-la no Brasil no primeiro semestre do mesmo ano.

Além disso, a unidade de Zárate deve produzir não apenas versões a diesel, como também a aguardada variante elétrica. A unidade vista nos testes utiliza motor diesel, mas também já foram flagrados protótipos elétricos da picape média. Além disso, o site Rodar Post afirmou ter visto a picape durante apresentação para concessionários na versão elétrica.
Motorização diesel e eletrificada
Para o Brasil, a expectativa inicial gira em torno do já conhecido motor 2.8 turbodiesel, com 204 cv com 50,9 kgfm de torque. Esse conjunto deve continuar como base das versões de trabalho e uso mais tradicional, por exemplo.



Por outro lado, a Toyota também pode trazer o sistema semi-híbrido de 48 volts. Nesse caso, um gerador elétrico substitui o alternador convencional e trabalha acoplado ao motor.
Esse sistema não altera a potência total declarada, mas pode entregar até 16 cv e 6,5 kgfm extras em momentos específicos, como arrancadas e retomadas. Além disso, ele regenera energia e auxilia o funcionamento do motor a combustão.
Versão elétrica aparece como grande novidade

A principal novidade da nova Hilux pode ser a versão 100% elétrica. Em outros mercados, a picape já utiliza uma bateria de 59,2 kWh, com potência de 196 cv e torque de 48,3 kgfm, entregues de forma imediata.
A autonomia gira em torno de 240 km no ciclo WLTP. Como a produção deve ocorrer na Argentina, cresce a chance dessa versão chegar ao Brasil.
Dimensões mudam pouco, visual é totalmente novo

Apesar da nova fase, a Hilux terá praticamente as mesmas dimensões. São 5,32 metros de comprimento, apenas 5 mm a mais que a atual, além de 1,85 m de largura e 3,08 m de entre-eixos.
Por outro lado, o visual muda completamente. A picape ganha faróis mais afilados, novo capô, grade redesenhada e para-choque inédito. Na traseira, lanternas e tampa também foram atualizadas.

Por dentro, a Hilux se aproxima do que a Toyota já faz em modelos mais recentes, como a Tacoma. O painel traz quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas e central multimídia do mesmo tamanho, posicionada no topo do painel. Além disso, o console central ficou mais elevado e o volante segue o novo padrão da marca.
Produção exige adaptação industrial
A Toyota já explicou por que a nova Hilux chega depois à América Latina. Segundo Gustavo Salinas, presidente da Toyota Argentina, o processo implica mudanças bem grandes na fábrica.

“O lançamento ocorrerá depois de 2026 por diversos motivos. Primeiro, porque precisamos trocar ferramentas e matrizes para incorporar esse modelo. Isso exige investimento e paralisação de linha. Depois, há a integração de novos fornecedores. Por fim, precisamos atender diferentes mercados com configurações específicas”, afirmou.
E você, faz sentido a Hilux apostar na eletrificação ou o motor diesel ainda é indispensável nesse segmento? Compartilhe seu comentário!



