A Stellantis determinou inicialmente que o futuro da divisão esportiva da Fiat pautaria apenas modelos elétricos na Europa. Entretanto, as vendas baixas, o desaquecimento do segmento de eletrificados e o sucesso dos Abarth brasileiros mudaram esse cenário. Consequentemente, o grupo decidiu rever seus planos globais.
Prova disso é que a Fiat inclui a versão Abarth nos planos para o Grande Panda. Esse modelo deve adotar o nome novo Argo no mercado brasileiro, ainda que eu siga torcendo para a Stellantis mude isso. A ideia agora envolve oferecer uma variante a combustão apimentada, abandonando a exclusividade elétrica.
O retorno do escorpião aos motores a combustão
Segundo a revista Autocar, o Fiat Grande Panda Abarth tornou-se um projeto essencial para recolocar a divisão no mapa de compras europeu. A rejeição aos modelos 500 e 600 elétricos pelos fãs tradicionais da marca motivou essa mudança. Os entusiastas da marca parecem não aceitar a ausência do ronco característico.
“Os Abarth elétricos são super carros de performance, mas o Abarthista não quer colocar as mãos neles. Por isso, estamos estudando a possibilidade de fazer novamente um Abarth com motor a combustão — mas só se dermos a ele o DNA certo”, afirma Gaetano Thorel, chefe da Fiat e da Abarth para a Europa.

A influência do sucesso brasileiro na Stellantis
Adicionalmente, os resultados do Pulse Abarth e Fastback Abarth no Brasil superaram as expectativas da Stellantis. O sucesso da dupla foi tão expressivo que a próxima geração da Fiat Toro também receberá uma preparação da divisão do escorpião. Essa aceitação do público brasileiro serviu de lição para a matriz europeia.
”Quando falamos de oferecer alta performance com carros elétricos, eles são os melhores que podemos ter. Mas sabemos que os consumidores da Abarth querem o som e a direção mais rústica de um carro a combustão. Por isso, estamos pensando em maneiras de satisfazer esses consumidores”, afirmou Olivier François, CEO da Fiat.

Engenharia de Betim lidera o desenvolvimento global
A divisão brasileira da Stellantis exerce um papel fundamental nesse projeto internacional. O Grande Panda utiliza a plataforma Smart Car, uma variante simplificada da base CMP. A engenharia sediada em Betim, Minas Gerais, detém a responsabilidade global pelo desenvolvimento técnico dessa arquitetura.
Portanto, a viabilidade de uma versão Abarth para o novo Argo depende diretamente da intervenção brasileira. A revista Autocar indica que a Stellantis europeia pode utilizar o motor 1.2 turbo PureTech com sistema híbrido. Esse conjunto contaria com um motor elétrico no eixo traseiro para garantir tração integral.

Opções de motorização para o mercado nacional
Dessa forma, o esportivo teria uma configuração semelhante ao Jeep Avenger 4xe, mas com foco em performance no asfalto. Por outro lado, informações do Auto+ revelam que Betim adapta a plataforma ao motor 1.3 T270 flex. A Fiat entendeu que a nova geração do Fastback precisa manter esse motor quatro cilindros.
Com a estrutura ajustada para o SUV cupê, torna-se viável que o novo Argo também utilize o motor 1.3 turbo de 185 cv. Resta saber se a Europa adotará o mesmo conjunto ou se as leis de emissões exigirão o sistema híbrido. Vale lembrar que esse motor receberá em breve o sistema de 48V.
Você teria coragem de colocar um novo Argo Abarth na sua garagem? Conte sua opinião nos comentários.



