Não é só carro zero km que possui no mercado automotivo. Além dos SUVs modernos, carros elétricos e cheios de tecnologia, os catálogos de veículos à venda no Brasil são um paraíso para quem gosta de carros clássicos. Diversos modelos que atravessaram décadas viraram hoje em dia coleção, muitos restaurados prontos para rodar.
O Auto+ separou cinco carros clássicos que estão à venda atualmente, com histórias fortes, mecânica conhecida e preços que mostram a raridade, já que eles não possuem uma tabela fipe de exato, e por isso os preços podem variar, e muito.
Chevrolet C10 — R$ 140.000 (reformada)

A Chevrolet C10 é uma das picapes mais emblemáticas já produzidas no Brasil. Ela deriva da Série C/K americana e foi adaptada ao nosso mercado, fabricada em São José dos Campos, em São Paulo, entre 1964 e 1997. Em 1973, ano deste exemplar, a C10 já era líder absoluta entre as picapes grandes, muito usada no campo e em serviços pesados.
A versão CS tinha um nível mais alto de acabamento, com mais conforto e visual mais caprichado. O modelo anunciado traz o conhecido motor 4.1 de seis cilindros em linha, aspirado, ligado a um câmbio automático de quatro marchas.

Dependendo do acerto e da época, esse motor entregava algo entre 118 cv e 27 kgfm. O visual é inegável que não lembre as picapes americanas da época e reformada pode passar dos R$ 130.000 fácil.
Puma GTE — R$ 65.000

O Puma GTE é sim um símbolo nacional quando o assunto é esportividade. Produzido em Matão, no interior de São Paulo, ele combinava carroceria de fibra de vidro com mecânica Volkswagen refrigerada a ar, algo que trazia um peso baixo, manutenção simples e bom desempenho para a época.
O GTE 1978 usa motor boxer 1.6 aspirado, quatro cilindros, com cerca de 70 cv e 12,3 kgfm de torque, sempre com câmbio manual de quatro marchas e tração traseira. Não impressiona pelos números hoje, mas compensava com a leveza, bom acerto de suspensão e visual inspirado em esportivos europeus.

Além de sucesso no Brasil, o Puma foi com final E foi exportado para diversos mercados e ganhou fama em ralis e competições e por isso também é raro de encontrá-lo em circulação.
Mercedes-Benz 220 S —R$ 179.000 (reformado)

O Mercedes-Benz 220 S era o puro luxo e elegância da época, e esse modelo, pertencente à série W111, conhecida pelas pequenas aletas traseiras, foi produzido entre o fim dos anos 1950 e a década de 1960 e chegou ao Brasil por importação oficial.
O sedã traz motor 2.2 de seis cilindros em linha, carburado, com potência variando entre 106 e 115 cv, dependendo do ano e do mercado. O torque gira em torno de 17,5 kgfm, sempre com câmbio manual de quatro marchas e tração traseira.

Para a época, oferecia rodar extremamente confortável, bom desempenho e um nível de segurança muito acima da média. Hoje, é um clássico valorizado, não apenas pelo prestígio da marca, mas sim também pelo charme de um Mercedes.
Ford Mustang —R$ 499.000 (reformado)

O Ford Mustang dispensa apresentações. O modelo 1967 faz parte da primeira geração, com visual mais musculoso e opções mecânicas ainda mais potentes. A versão Hardtop com motor 4.7 V8pode ser encontrado reformado na casa do meio milhão e trazia o bom equilibrio de potência, mas ainda civilizado.
O motor Windsor V8 de 4.7 entregava cerca de 225 cv e 42 kgfm, sempre enviado às rodas traseiras. O câmbio automático de três marchas ajudava a tornar o carro mais confortável no uso urbano.

No Brasil, poucos Mustangs dessa geração chegaram oficialmente. A maioria veio por importação independente, o que explica os valores elevados hoje.
Chevrolet Opala — R$ 150.000

O Chevrolet Opala é um dos carros mais importantes da história automotiva brasileira. Lançado em 1968, ele foi o primeiro sedã médio/grande nacional da General Motors e rapidamente virou sinônimo de conforto para muitos, até mais que carros atuais, e claro, trazendo o status da época.
A versão De Luxo de 1978 traz o motor 2.5 de quatro cilindros, aspirado, com potência de 98 cv e 19,9 kgfm. O conjunto oferecia câmbio manual de quatro marchas, tração traseira e freios a disco na dianteira, algo diferente na época.

Ao longo de quase 24 anos de produção, o Opala teve inúmeras versões, motores e carrocerias e criou uma base sólida de fãs, e por isso exemplares bem cuidados são valorizados no mercado de usados, podendo custar mais que um Volkswagen Tera High 2026.
Qual desses clássicos você teria na garagem se pudesse escolher apenas um? Deixe seu comentário!



