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5 carros que despertaram raiva dos fãs só por causa do nome

Se isso acontecesse esse uso desenfreado de nomes clássicos na França com esses carros, era capaz de alguém colocar fogo em ônibus
Eclipse Cross 2023
Mitsubishi Eclipse Cross 2023 [divulgação]

Os nomes dos carros são quase tão importantes quanto o visual e até a motorização que usam. Resgatar um batismo do passado pode evocar todo espírito que o modelo anterior tinha, pelo bem e pelo mal. Mas algumas vezes as montadoras fizeram isso e foi o suficiente para fazer com que despertasse o lado mais raivoso dos fãs. Conheça cinco exemplos disso.

Mitsubishi Eclipse Cross

Mitsubishi Eclipse Cross [Auto+ / João Brigato]
Mitsubishi Eclipse Cross [Auto+ / João Brigato]
Junto do Lancer Evolution e do Pajero Full, talvez o nome mais cultuado da Mitsubishi seja o Eclipse. Culpa do Velozes e Furiosos, dos jogadores de futebol dos anos 1990 e do Need Ford Speed Underground, o nome Mitsubishi Eclipse fez a cabeça de todos os fãs de carro do milênio passado e deste.

Produzido entre 1989 e 2011, o Eclipse ensaiou sua volta ao mercado diversas vezes. Até que isso de fato aconteceu em 2017, mas com um sobrenome: Cross. Transformado em SUV, o Eclipse Cross tinha no nome algo muito mais polêmico que sua traseira. O público já acostumou com o nome, mas o visual precisou mudar, algo que aconteceu agora no Brasil.

Ford Maverick

Ford Maverick Lariat FX4 [Auto+ / João Brigato]
Ford Maverick Lariat FX4 [Auto+ / João Brigato]
Esse é um caso muito regional, afinal Maverick já foi o nome de muitos carros da Ford. Especificamente um carro compacto popular nos EUA e que era cultuado como um muscle-car no Brasil. Só que na Europa e na Austrália, servia a dois SUVs diferentes que não passavam de carros da Nissan rebatizados.

Para trazer um nome forte e histórico para a picape menor que a Ranger, a Ford apelou para Maverick. O terreno já havia sido preparado por muito tempo quando uma imagem da tampa traseira da picape vazou na internet anos antes do lançamento anunciado, antes da hora, o batismo.

Chevrolet Blazer

Chevrolet Blazer 2023 [divulgação]
Chevrolet Blazer 2023 [divulgação]
Aqui no Brasil, o nome Chevrolet Blazer sempre foi usado para o SUV da S10, que depois virou Trailblazer. Mas para os americanos, o Blazer nada mais era que o Ford Bronco da Chevrolet, ou Jeep Wrangler se preferir. Ou seja, um SUV parrudo de verdade, feito para o off-road pesado e baseado nas picapes mais brutas da marca.

O problema foi que o cultuado nome usado desde 1961 por um SUV derivado de uma picape voltou em 2019 com algo completamente diferente. O Chevrolet Blazer assumiu o posto de SUV do Camaro. Apesar do visual parecido com o muscle-car e do interior praticamente idêntico, ele tem tração dianteira e é totalmente pensado para andar na cidade.

Ford Mustang Mach E

Ford Mustang e Mustang Mach E [divulgação]
Ford Mustang e Mustang Mach E [divulgação]
Ninguém julga a Ford por fazer do seu SUV elétrico um modelo parecido com o Mustang. Mas o problema está no nome. Ford Mach E já seria suficiente para evocar o espírito de um dos carros mais amados do mundo. Só que ninguém perdoa a marca do oval azul pelo modelo carregar o nome Mustang em seu documento.

Apesar de ele andar próximo ao Mustang V8 de verdade e ter uma das melhores performances e dirigibilidades do segmento, os fãs mais ferrenhos não perdoam o fato de que algo tão oposto ao muscle-car existir. Afinal, SUV elétrico de quatro portas não poderia ser mais antagônico a um muscle-car com um beberrão V8 e com tração traseira e câmbio manual.

Dodge Charger

Dodge Charger (divulgação)

De todos os modelos dessa lista, esse foi o único que conseguiu se redimir com o tempo. Entre 1964 e 1978, o nome Dodge Charger pertencia ao muscle-car mais poderoso da marca norte-americana. Mas ele foi corrompido entre 1983 e 1987 em um fracassado cupê de tração dianteira que poucos lembram. O problema foi em 2005.

Em processo de reestruturação e parte do grupo Daimer, a Dodge lançou um sedã grande de tração traseira com o nome Charger. Trouxe versão R/T de volta, mas o modelo ficou popular foi com policiais e taxistas. A redenção só aconteceu na geração seguinte de 2010, quando assumiu o posto de muscle-car de quatro portas com motores V8 cada vez mais potentes.

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João Brigato

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