Ao vivo
Home » Curiosidades » 5 carros que não duraram muito tempo no Brasil

Curiosidades

Quem lembra?

5 carros que não duraram muito tempo no Brasil

De promessas que ficaram no papel a polêmicas sobre a potência: relembre 5 carros que duraram muito pouco no mercado brasileiro

4 min de leitura

Alguns modelos desembarcam em nosso mercado e rapidamente se transformam em verdadeiros fenômenos de público, garantindo uma longa e bem-sucedida trajetória, sendo o Ford Mustang um dos maiores exemplos. Apesar disso, a indústria também coleciona histórias de modelos que tiveram uma passagem relâmpago pelas concessionárias.

Youtube video

CAOA Chery Tiggo 3X

CAOA Chery Tiggo 3X [Auto+ / João Brigato]
CAOA Chery Tiggo 3X [Auto+ / João Brigato]

Se ainda estivesse vivo, o Tiggo 3X figuraria hoje entre as opções mais acessíveis da marca no país, competindo diretamente com o Renault Kardian, o Fiat Pulse e o Volkswagen Tera. Revelado oficialmente em 2021, o SUV subcompacto trazia um visual sofisticado e uma proposta interessante, mas sua trajetória foi interrompida de forma precoce em meados de 2022, completando apenas um ano de vida.

Bem recheado de série, oferecia motor 1.0 de três cilindros turbinado e câmbio continuamente variável (CVT), produzindo até 102 cv e 17,1 kgfm quando abastecido com etanol. Entretanto, o fim repentino ocorreu por conta da profunda reestruturação da fábrica para modernizar o maquinário para a produção de veículos eletrificados. No fim das contas, os planos de renovação da fábrica ficaram apenas no papel.

[Auto+ / João Brigato]
CAOA Chery Tiggo 3X [Auto+ / João Brigato]

Seres 3 e Seres 5

A dupla da Seres teve uma passagem breve pelo Brasil. Motivada pelo sucesso avassalador de marcas compatriotas como BYD e GWM na popularização de modelos eletrificados com preços competitivos, a montadora chinesa anunciou oficialmente sua estreia no Brasil em julho de 2023, apostando nos SUVs elétricos Seres 3 e Seres 5.

O Seres 3 desembarcou com preços na faixa dos R$ 200.000 posicionando-se para brigar com o BYD Yuan Plus, o Yuan Pro e também com o Peugeot e-2008. Já o Seres 5 era um utilitário maior e de perfil bem mais requintado, com dois motores elétricos e 585 cv. Contudo, o preço encostava nos R$ 400.000, o que assustou boa parte dos clientes.

SUV
Seres 5 [Divulgação]

Kia Rio

Kia Rio foi um dos carros que ficou pouco tempo em nosso mercado
Kia Rio [Divulgação]

O Kia Rio foi cercado de grande expectativa. O hatch exibia um design bastante atual, boa lista de equipamentos e trazia o conhecido motor 1.6 aspirado de pouco mais de 120 cv. Como vinha importado, ele foi severamente castigado pelas oscilações e pela alta do dólar na época. Para piorar o cenário, a ausência de um motor turbinado pesava contra.

A versão de entrada passou a ser oferecida acima dos R$ 78.000. Esse patamar de preço batia de frente com as opções intermediárias e de topo dos principais concorrentes e já flertava com os valores cobrados por SUVs compactos de entrada. O resultado comercial mostrou um baixo volume de emplacamentos e o encerramento definitivo das importações com menos de dois anos de histórico por aqui.

Kia Rio vermelho parado de traseira
Kia Rio [Divulgação]

Jeep Compass 2.0 Flex 4×4

Jeep Compass Sport flex 4x4 verde parado de frente com fundo neutro foi um dos carros que ficou pouco tempo em nosso mercado
Jeep Compass Sport flex 4×4 [Divulgação]

A configuração 2.0 Flex 4×4 do Jeep Compass é certamente uma das que mais despertam curiosidade. Essa versão não nasceu com o propósito de se fixar definitivamente no portfólio da marca, funcionando muito mais como um balão de ensaio e uma pesquisa de aceitação em tempo real junto aos consumidores.

Aliás, era baseada na versão de entrada Sport, acoplando o sistema de tração integral permanente ao motor 2.0 aspirado flex de 166 cv, gerenciado pela transmissão automática de nove marchas, que normalmente equipava as variantes a diesel. O objetivo da Jeep era testar a receptividade do público brasileiro. Estima-se que apenas 500 unidades tenham sido comercializadas entre 2017 e 2018.

Hyundai Veloster

Hyundai Veloster vermelho parado de frente foi um dos carros que ficou pouco tempo em nosso mercado
Hyundai Veloster [Divulgação]

O Hyundai Veloster baseava todo o seu apelo comercial em seu visual e, principalmente, na exótica solução de carroceria com três portas. Ele chegou 2011 e se despedindo oficialmente em 2014. Contudo, a história no Brasil ficou marcada por uma das maiores polêmicas do setor automotivo. Afinal, o material de divulgação da marca assegurava que trazia um motor de 140 cv de potência.

Na prática, porém, os testes e as fichas técnicas revelaram 128 cv. O episódio gerou processos e grande desgaste para a imagem do carro. Mesmo assim, o Veloster seguiu evoluindo em gerações posteriores nos mercados internacionais, mas nunca mais teve qualquer previsão de retornar ao Brasil.

Você se lembra de ter visto algum desses carros rodando zero-quilômetro pelas ruas? Conte para a gente a sua memória aqui nos comentários!

Deixe um comentário

Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

Você também poderá gostar