A Segunda Guerra Mundial ocorreu de 1º de setembro de 1939 até 2 de setembro de 1945. O grande conflito mundial teve seu fim marcado em 8 de maio de 1945, com a rendição incondicional da Alemanha, data que ficou amplamente conhecida como o Dia da Vitória na Europa. Posteriormente, em 2 de setembro de 1945, o Japão oficializou sua rendição, encerrando oficialmente a guerra.
Algumas das tecnologias que utilizamos rotineiramente hoje nasceram justamente da Segunda Guerra Mundial. Um exemplo clássico é o forno de micro-ondas, que se popularizou entre os consumidores brasileiros a partir da década de 1980. Além disso, outras várias inovações foram desenvolvidas ou aprimoradas durante e após o conflito. Selecionamos cinco delas que estão no seu carro hoje:
Pneus radiais

A demanda extrema por veículos militares resistentes e duráveis durante o conflito levou a avanços profundos na engenharia e na ciência de materiais. Embora os pneus radiais não tenham sido efetivamente introduzidos no mercado durante a Segunda Guerra Mundial, seus estudos e desenvolvimentos foram fortemente impulsionados por ela.
Logo depois, em 1946, a Michelin lançou o primeiro pneu radial do mundo, o Michelin X, que proporcionava melhor aderência, controle e economia de combustível. Além do composto radial, os pneus sem câmara, que se mostraram altamente resistentes a perfurações, também foram resultado direto das inovações técnicas daquela época.
GPS

O GPS foi originalmente criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos com o objetivo de melhorar a navegação militar. O LORAN (Long Range Navigation) foi um dos primeiros sistemas dessa linhagem, utilizando sinais de rádio enviados por estações terrestres para determinar a posição exata de navios e aeronaves de combate.
Outro sistema rudimentar, o Decca Navigator, também foi amplamente utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, funcionando de forma bastante similar ao LORAN. Décadas mais tarde, a partir de 1990, o GPS começou a ser incorporado em carros de passeios. O Eunos Cosmo foi um dos primeiros do mundo a utilizá-lo. Desde 2010, a tecnologia se popularizou e passou a equipar uma gama muito maior de veículos.
Suspensões independentes

As suspensões independentes foram introduzidas durante a Segunda Guerra Mundial, proporcionando maior manobra e agilidade aos veículos militares na linha de frente. Portanto, esse tipo de arquitetura permitiu um desempenho significativamente melhor em diversos tipos de terrenos severos, como areia, lama, pedras e rochas.
O jipe alemão Volkswagen Kübelwagen, por exemplo, possuía arquitetura independente na traseira. Contudo, foi nas décadas de 1950 e 1960 que as fabricantes começaram a equipar seus carros de rua com suspensões independentes, sendo o francês Citroën DS um exemplo revolucionário ao utilizar um complexo conjunto hidropneumático independente nas quatro rodas.
Câmeras e radares

As câmeras e os radares modernos são exemplos de como a tecnologia desenvolvida exclusivamente para fins de guerra foi aplicada em veículos civis. Durante o conflito, esses dispositivos eram utilizados para detectar e visualizar aeronaves e movimentações de tropas. A busca por sistemas compactos em aeronaves e navios forçou um processo de miniaturização e novos designs de circuitos, permitindo a criação de câmeras e radares cada vez menores.
Atualmente, essa tecnologia de monitoramento é frequentemente vista nos sistemas avançados de auxílio à condução (ADAS) dos automóveis modernos, atuando diretamente em recursos como o controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e na detecção ativa de objetos e obstáculos ao redor do carro.
Turbocompressor

Os turbocompressores aumentam a eficiência dos motores a combustão interna ao empurrar mais ar para dentro da câmara de combustão. Ou seja, basicamente, esse processo permite uma maior queima de combustível, resultando em um ganho expressivo de potência para o motor.
Desenvolvido pelo engenheiro suíço Alfred Büchi, em 1905, na Segunda Guerra Mundial, o turbo melhorou o desempenho dos caças em altitudes elevadas, onde o ar é naturalmente mais rarefeito. O primeiro carro nacional com turbocompressor foi o Fiat Uno Turbo, lançado em 1994, com motor 1.4 Sevel com 118 cv e 17,5 kgfm.
Você sabia que algumas das tecnologias do seu carro atual vieram diretamente dos campos de batalha? Qual delas você considera a mais indispensável para o seu dia a dia? Escreva nos comentários!



