Nem sempre uma reestilização melhora um carro. Em muitos casos, as montadoras acertam ao modernizar um modelo sem alterar sua identidade. Entretanto, existem situações em que a tentativa de deixar o veículo mais atual acaba produzindo justamente o efeito contrário.
Ao longo das últimas décadas, diversas fabricantes promoveram mudanças visuais que dividiram opiniões. Algumas misturaram linguagens de design incompatíveis. Outras exageraram nos detalhes ou simplesmente descaracterizaram um projeto que já funcionava bem. Por isso, o Auto+ separou cinco carros que, na opinião de muitos entusiastas, perderam parte do charme original depois de uma reestilização.
Chevrolet Monza
![Chevrolet Monza Tubarão [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2021/07/chevrolet_monza_edited.jpg)
O Chevrolet Monza sempre foi um dos sedãs mais importantes da história da marca no Brasil. Durante boa parte de sua trajetória, o modelo apostou em linhas retas e proporções bastante equilibradas para a época. Entretanto, tudo mudou em 1991 com a chegada da versão conhecida popularmente como Monza Tubarão.
A Chevrolet decidiu arredondar principalmente a dianteira do sedã para aproximá-lo das tendências dos anos 1990. O problema é que a traseira e as laterais continuaram praticamente inalteradas. Como resultado, o carro passou a combinar uma frente cheia de curvas com uma carroceria ainda bastante quadrada. Até hoje o visual divide opiniões entre os fãs da marca.
Volkswagen Bora
![VW Bora [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/06/volkswagen_bora_6-edited.webp)
O Volkswagen Bora nasceu como a quarta geração do Volkswagen Jetta e carregava um estilo bastante sóbrio. Suas linhas retas combinavam perfeitamente com a proposta de um sedã alemão discreto e elegante. Entretanto, a Volkswagen resolveu atualizar o modelo para aproximá-lo da identidade visual utilizada por seus outros carros na época.
A mudança trouxe faróis mais arredondados e uma dianteira completamente diferente do restante da carroceria. O resultado criou uma sensação estranha de dois carros em um só. Afinal, a frente parecia pertencer a um modelo moderno, enquanto as laterais e a traseira mantinham o desenho original dos anos 1990.
Mitsubishi ASX
![Mitsubishi ASX [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/06/scCeutGB-mitsubishi_asx_119-edited.webp)
Quando chegou ao mercado, o Mitsubishi ASX compartilhava boa parte da identidade visual do Lancer. Na época, a chamada frente Jet Fighter ajudava a dar personalidade aos modelos da marca japonesa. Anos depois, a Mitsubishi decidiu atualizar o SUV para acompanhar sua nova filosofia de design.
O problema apareceu justamente na execução. A fabricante tentou encaixar a dianteira Dynamic Shield em uma carroceria que havia sido desenhada para outra proposta visual. Como consequência, o ASX passou a misturar duas gerações completamente diferentes de design. Na prática, parecia que a frente pertencia a um carro e o restante da carroceria a outro.
Fiat Palio Adventure

Poucos carros representam tão bem os exageros dos anos 2000 quanto a última fase da Fiat Palio Adventure. A perua ficou conhecida por estrear o sistema Locker, que ajudava em situações de baixa aderência e reforçava sua proposta aventureira. Entretanto, a Fiat decidiu exagerar nos elementos visuais.
A carroceria recebeu enormes molduras plásticas, para-choques robustos e diversos detalhes que tentavam transmitir uma aparência off-road. Embora muita gente tenha gostado da proposta na época, o conjunto ficou carregado demais e envelheceu rapidamente. Tanto que essa continua sendo uma das versões mais polêmicas da história da família Palio.
Ferrari F512 M

Muita gente acredita que apenas fabricantes populares cometem erros de design. Entretanto, até mesmo a Ferrari já produziu algumas reestilizações discutíveis, além do polemico Luce atual. O melhor exemplo talvez seja a F512 M. Tudo começou com a lendária Testarossa dos anos 1980. Em 1991, a Ferrari promoveu uma atualização relativamente discreta e rebatizou o modelo como 512 TR.
Três anos depois, a fabricante decidiu dar uma sobrevida ao esportivo mais uma vez. A tentativa de aproximar o visual da linguagem utilizada pelos modelos da década de 1990 resultou em uma dianteira estranha, lanternas pouco harmoniosas e proporções que perderam parte da elegância do projeto original. O resultado continua sendo um dos capítulos mais controversos da história recente da marca italiana.
E para você, qual desses modelos ficou pior depois da reestilização? Deixe sua opinião nos comentários!



