Nem sempre um carro precisa ser grande ou imponente para chamar atenção. Alguns deles conquistam justamente pelo tamanho ultra-compacto e pelo visual inusitado, parecendo ter saído direto de um cesto de brinquedos. Mas não se engane: por trás da aparência divertida, eles são veículos de verdade, prontos para encarar o trânsito urbano.
Esses carros se mostram soluções extremamente práticas para os grandes centros urbanos. Embora a maioria deles leve apenas dois ocupantes, eles entregam agilidade na hora de rodar e, principalmente, de estacionar nas vagas mais apertadas.
Toyota C+Pod

O Toyota C+Pod é um integrante da categoria de microcarros japoneses. Aliás, sendo menor que o Smart Fortwo, ele mede apenas 2,49 metros de comprimento. Para manter o peso em surpreendentes 670 kg, o fabricante adotou painéis de plástico reforçado em grande parte da carroceria.
Focado estritamente no uso diário e em frotas urbanas, o C+Pod acomoda dois ocupantes e usa motor elétrico de 12,3 cv e 5,7 kgfm. A velocidade máxima do carro é limitada a 60 km/h e as baterias garantem até 150 km de autonomia. Além disso, a facilidade de recarga em qualquer tomada convencional fecha o pacote de praticidade do modelo.
Suzuki Twin

O Suzuki Twin é a definição perfeita de um carro de brinquedo em tamanho real. No entanto, lançado no Japão no início dos anos 2000, tem os mesmos 2,70 metros de comprimento do Smart Fortwo e foi projetado sob medida para levar apenas duas pessoas. Pesando 600 kg, ele conseguia trazer itens essenciais de conforto para a época, como ar-condicionado e direção assistida.
Para se movimentar, o Twin adotava um motor de 0,7 litro (660 cm³) de três cilindros com 44 cv e 5,8 kgfm, acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas ou automática. O carro foi pioneiro ao oferecer uma variante híbrida no mercado japonês, que associava o pequeno bloco a combustão a um motor elétrico auxiliar.
Renault Twizy

Com apenas 2,33 metros de comprimento, o Renault Twizy chama atenção pelo design futurista e por uma disposição interna bastante incomum, onde o passageiro viaja sentado logo atrás do motorista. Outro ponto são as portas com abertura vertical do tipo tesoura, que abrem para cima e reforçam a sensação de se estar a bordo de um veículo conceitual.
O Renault usa um motor elétrico traseiro de 17 cv e 5,8 kgfm, garantindo autonomia máxima de 100 quilômetros com zero emissão de poluentes. Entretanto, a recarga pode ser feita diretamente em uma tomada doméstica de 110V em cerca de três horas. Por ser classificado como um quadriciclo e porte leve, sua circulação é proibida em rodovias.
Smart Fortwo

O Smart Fortwo teve uma trajetória marcante no Brasil, sendo vendido oficialmente entre 2009 e 2015 nas carrocerias cupê e conversível, incluindo a apimentada versão esportiva Brabus. O grande trunfo do modelo era o porte oferecendo 2,70 metros de comprimento. Ou seja, exatamente o entre-eixos do BYD Dolphin.
Sob o assoalho do porta-malas ficava instalado o motor 1.0 turbo de três cilindros, capaz de gerar 84 cv e 12,2 kgfm de torque (havia também uma opção aspirada mais mansa, de 71 cv). Apesar de ser uma escolha racional para a cidade, o modelo recebia críticas recorrentes pelo acerto de suspensão muito rígido e pelos trancos no funcionamento do câmbio automatizado.
Honda N One RS

A Honda não esqueceu de uma receita clássica: motor a combustão interna e câmbio manual de seis marchas. Aliás, a edição especial do N-One poderia ser chamada facilmente de baby Civic Type R. Sob o capô, o propulsor de 660 cm³ de três cilindros sobrealimentado com turbocompressor produz 63 cv, com tração apenas no eixo frontal.
Outros destaques aparecem na grade colmeia com emblema RS em vermelho, o difusor dianteiro, o spoiler traseiro e as rodas de 15 polegadas pintadas de branco. Contudo, por dentro, surgem acabamentos em estilo fibra de carbono, quadro de instrumentos digital e revestimentos em suede com costura vermelha e logotipos RS bordados.
E você, teria coragem de encarar o trânsito do dia a dia a bordo de um deles? Escreva nos comentários!


