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5 equipamentos legais dos anos 1990 e 2000 que simplesmente desapareceram

Disqueteira, antena elétrica, farol escamoteável e alarme infravermelho: confira cinco itens que eram puro luxo nos anos 90 e 2000 e sumiram

4 min de leitura

Quem viveu a virada do milênio recorda do salto tecnológico da indústria automotiva. Recursos que hoje parecem arcaicos eram, na época, o máximo da sofisticação. Ou seja, um verdadeiro motivo de orgulho entre os amigos, além de um grande diferencial nas campanhas publicitárias das marcas.

Com o avanço da eletrônica, do design e das normas de segurança, algumas dessas soluções ficaram obsoletas e sumiram do mapa, sendo trocadas por telas táteis, sensores e módulos integrados. Relembre cinco tecnologias que dominaram as garagens nos anos 1990 e 2000 e hoje viraram peças de museu.

Disqueteira

A disqueteira foi um equipamentos muito comum nos anos 1990 e 2000
[Divulgação]

Antes do Bluetooth, do MP3 e do streaming, a única forma de ouvir música sem ter que trocar de CD manualmente a cada disco era ter uma disqueteira no carro. Geralmente instalada no porta-malas ou sob o banco do passageiro, o equipamento abrigava um cartucho com capacidade para 6 a 12 CDs, por exemplo.

Aliás, era um item de alto luxo em sedans e utilitários esportivos importados. Contudo, a tecnologia caiu em desuso com a chegada do formato MP3, dos pendrives e, finalmente, da conexão sem fio com os smartphones.

Antenas elétricas

Chevrolet Omega do Projeto Vintage cinza de frente
Chevrolet Omega [Divulgação]

Ligar o rádio e ver a antena de metal subir automaticamente pelo para-lama dianteiro ou traseiro era um verdadeiro espetáculo nos anos 1990. Além do impacto visual, o recurso evitava que vândalos quebrassem a haste com o carro estacionado.

No entanto, o equipamento tinha seus pontos fracos: o motor elétrico interno queimava com facilidade e as hastes entortavam em lavadores automáticos ou acumulavam sujeira. Hoje, as antenas foram totalmente substituídas pelas barbatanas de tubarão no teto ou por filamentos integrados ao próprio vidro traseiro.

Faróis escamoteáveis

Equipamentos. Mazda Miata amarelo de primeira geração parado de frente
Mazda MX5 Miata [Divulgação]

Ícones absolutos do design nas décadas de 1980 e 1990, os faróis escamoteáveis deixavam a frente do carro extremamente baixa e aerodinâmica quando desligados e saltavam ao serem acionados. O fim dos faróis pop-up não ocorreu por desinteresse do público, mas sim pelas rigorosas normas internacionais de proteção a pedestres.

Os mecanismos rígidos na frente do veículo representavam um risco enorme de lesões graves em caso de atropelamento. Além disso, a evolução dos faróis de LED permitiu criar conjuntos ópticos finos e eficientes sem a necessidade de componentes móveis.

Quebra-vento nas janelas dianteiras

Equipamentos. Ford Del Rey Ghia [divulgação]
Ford Del Rey Ghia [Divulgação]

Embora tenha vivido seu auge entre as décadas de 1960 e 1980, o quebra-vento ainda resistiu bravamente em utilitários, picapes e carros populares até o início dos anos 2000. Trata-se daquela pequena coluna de vidro articulada na janela dianteira que permitia direcionar o ar direto para o rosto dos ocupantes sem criar tanta turbulência na cabine.

O item perdeu a razão de existir à medida que o ar-condicionado e os vidros elétricos se popularizaram nos carros de entrada. Além do conforto, a eliminação do quebra-vento melhorou a aerodinâmica, reduziu o ruído de vento em altas velocidades e dificultou a ação de ladrões, que costumavam forçar a trava articulada.

Alarme por infravermelho

Equipamentos. Chave do Citroën C3 2025
Chave do Citroën C3 2025 [Divulgação]

Nos anos 1990, ostentar uma chave de carro com telecomando acoplado era sinônimo de status. No entanto, os primeiros sistemas de travamento remoto utilizavam tecnologia de infravermelho (semelhante aos controles remotos de TV). Para travar ou destravar o veículo, era preciso apontar o emissor da chave diretamente para um receptor localizado no teto ou no retrovisor interno.

Além disso, as chaves ainda dependiam do segredo físico nas lâminas tradicionais. Hoje, o padrão do mercado virou a chave presencial, com partida por botão e comunicação por radiofrequência criptografada. Aliás, quando não substituída por aplicativos no próprio celular.

De qual dessas tecnologias você mais sente falta na hora de dirigir? Lembra de mais algum equipamento antigo que sumiu dos carros? Escreva nos comentários!

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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