De uns anos para cá, as marcas chinesas criaram um novo patamar para os carros. Na faixa acima de R$ 200 mil, é esperado que um SUV seja híbrido. Exemplos são os chineses mais vendidos do Brasil, como BYD Song Plus, BYD Song Pro e GWM Haval H6: todos são híbridos. Mas a CAOA Changan errou ao trazer o CS75 apenas com motor flex?
Depende do ponto de vista
A resposta é sim e não. O CAOA Changan Uni-T, lançado em março, mostrou que dá para um SUV chinês vir ao Brasil sem ser híbrido. Entretanto, ele tem no visual um argumento de compra fortíssimo. É um carro bonito, chamativo e o único SUV médio cupê do mercado. Abaixo dele temos o Omoda 5, que é um pouco menor e vem híbrido.
Entretanto, o Changan CS75 estreia em uma faixa de porte e preço na qual todos os rivais chineses são híbridos. Por ele, a CAOA pede R$ 199.990, exatamente o mesmo valor cobrado pelo GWM Haval H6 HEV One e pelo BYD Song Pro GS. Em questão de refinamento, o CS75 está mais próximo do Haval H6 do que do Song Pro.

Foco nos rivais nacionais
Na prática, por ser produzido no Brasil, a CAOA Changan mira mais em modelos como Jeep Compass, Volkswagen Taos e Toyota Corolla Cross do que em outros chineses. Além disso, ele tem a vantagem de ser flex, algo que só o Haval H6 até agora conseguiu ser entre os chineses e os modelos da CAOA Chery. Durante a apresentação, inclusive, a marca mostrou que o modelo teria o mesmo nível de BMW X3, mas esse não é o caso.
Com exceção do Corolla Cross, que conta com motorização híbrida, os demais rivais nacionais não são eletrificados. Ainda assim, isso não significa que a CAOA não vá oferecer o Changan CS75 com sistema híbrido. A marca já confirmou que trabalha em versões HEV e PHEV para o CS75. Inclusive, o modelo eletrificado já está em testes no Brasil.

O consumidor quer o que?
Resta saber se o consumidor está confortável em levar um carro chinês desse porte sem eletrificação pelo mesmo preço de rivais híbridos e já estabelecidos no mercado.
Você teria um CAOA Changan CS75? Conte nos comentários.


