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Carros que nasceram com problemas, mas que foram resolvidos

Embora o início de alguns modelos tenha sido problemático, as fabricantes agiram para corrigir falhas crônicas

4 min de leitura

Certamente não é nada agradável comprar um carro novo e descobrir que ele carrega um defeito grave de projeto. Infelizmente, a sorte nem sempre acompanha o consumidor e alguns modelos chegam ao mercado com falhas que assustam. Felizmente, as marcas costumam agir com relativa rapidez para solucionar essas inconveniências técnicas.

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Por esse motivo, selecionamos cinco veículos que enfrentaram tempestades no lançamento, mas que hoje vivem dias de calmaria. A grande questão é que muitos motoristas ainda replicam informações antigas e ignoram que as fabricantes já resolveram os problemas. Isso cria um estigma injusto sobre carros que, atualmente, são escolhas seguras e confiáveis.

Chevrolet Onix

Chevrolet Onix Plus Premier 2026 estático
Chevrolet Onix Plus Premier 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

A Chevrolet enfrentou um início turbulento com as unidades iniciais da nova geração do Onix. Relatos de incêndios espontâneos assustaram os compradores e ganharam as manchetes de todo o país rapidamente. Naquele momento, os técnicos identificaram que o defeito residia exclusivamente no software de gerenciamento do motor, que causava uma quebra catastrófica.

Posteriormente, a engenharia da marca desenvolveu uma atualização digital para corrigir a calibração do sistema e evitar o superaquecimento. Após o recall massivo, os casos de fogo no hatch e no sedan Onix Plus cessaram por completo nas concessionárias. Depois tivemos a polêmica da correia banhada a óleo, a qual já foi trocada pela marca e hoje não há mais relatos de problemas.

Motor 1.3 Turbo da Stellantis

Jeep Renegade Willys 2026 estático na cor verde Recon para avaliação
Jeep Renegade Willys [Auto+/Luiz Forelli]

Os proprietários de Jeep Renegade, Compass e Commander, além da Fiat Toro, sofreram com o consumo excessivo de óleo. As primeiras unidades equipadas com o motor 1.3 turbo flex apresentavam uma baixa acentuada no nível do lubrificante em poucos quilômetros. De fato, essa característica gerou uma onda de reclamações e desconfiança sobre a durabilidade do novo propulsor.

A Stellantis respondeu ao problema com uma atualização profunda no módulo eletrônico do motor para otimizar o funcionamento. A marca aplicou essa correção tanto nos veículos novos quanto nos exemplares que já circulavam pelas ruas brasileiras. Atualmente, o motor 1.3 turbo não apresenta mais esse comportamento e recuperou a confiança dos entusiastas da marca.

BYD Dolphin Mini

BYD Dolphin Mini GS 2026 azul estático
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

O BYD Dolphin Mini desembarcou no Brasil com um desafio logístico inusitado envolvendo seus pneus 175/55 R16. Como nenhum outro veículo nacional utilizava essa medida específica, os proprietários enfrentaram um apagão de peças de reposição. Consequentemente, um simples furo ou desgaste prematuro poderia deixar o carro imobilizado por semanas à espera de um item importado.

Contudo, a marca chinesa agiu para normalizar o abastecimento e atraiu o interesse de fabricantes locais de pneus. Hoje, uma empresa brasileira já produz essa medida para o mercado de reposição e a própria BYD reforçou seu estoque interno. Além disso, a suspensão molenga como um pudim foi recalibrada recentemente na linha 2026.

Volkswagen Amarok

Volkswagen Amarok V6 [divulgação]
Volkswagen Amarok V6 [divulgação]

A Volkswagen Amarok enfrentou sérias dificuldades de adaptação ao diesel de baixa qualidade encontrado em diversos postos brasileiros. O combustível contaminado danificava prematuramente a bomba de alta pressão e causava prejuízos enormes aos proprietários da picape. Devido a essa sensibilidade extrema, a fama de carro frágil acompanhou o modelo por alguns anos no Brasil.

Para reverter o cenário, a fabricante alemã instalou novos filtros e sensores avançados que monitoram a qualidade do combustível em tempo real. Esses sistemas alertam o motorista imediatamente caso detectem impurezas, protegendo os componentes vitais do motor diesel. Atualmente, a Amarok não apresenta mais essa vulnerabilidade crônica e roda sem os problemas graves do passado.

Você lembra de outros carros que tiveram problemas graves e que as marcas solucionaram? Conte nos comentários.

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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