O futuro automotivo brasileiro aponta para o domínio de SUVs e picapes, enquanto os modelos aventureiros servem de ponte entre os segmentos. Diante dessa tendência, a GM planeja uma movimentação robusta no mercado nacional. O plano envolve desde SUVs inéditos da Chevrolet até renovações para cobrir diversas faixas de preço.
O retorno do Onix Activ com foco em mecânica
A porta de entrada da marca nessa estratégia será o Onix Activ. Em vez de projetar um SUV subcompacto totalmente novo para a Chevrolet enfrentar rivais como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, a GM apostará no hatch aventureiro. Essa fórmula obteve sucesso anterior no Brasil e agora recebe atualizações importantes.
Diferentemente das versões passadas, o novo Onix Activ prioriza atributos mecânicos em vez de apenas visual fora de estrada. O modelo terá suspensão mais alta e robusta para encarar os obstáculos urbanos. Com 1,53 m de altura total, o Onix Activ ficou 6,1 cm mais alto que a versão padrão da linha.

Essa mudança técnica garante um vão livre em relação ao asfalto de 20,1 cm. Além disso, o modelo registrou ganhos significativos nos ângulos de ataque e saída, atingindo 19,7º e 28,1º, respectivamente. Tais artifícios aproximam o hatch do da ideia de um SUV subcompacto, mas ainda assim permanecendo como um hatch de fato.
Sonic vira rival de Nivus e Fastback
Para preencher a lacuna entre o Onix Activ e o Tracker, a Chevrolet desenvolveu o inédito SUV cupê Sonic. Este veículo pretende brigar diretamente com o Volkswagen Nivus e o Fiat Fastback através de uma silhueta esportiva. Fontes que visualizaram o design final asseguram que o visual é tão bonito quanto o do rival da Volkswagen.

A estratégia busca entregar um perfil urbano e jovial, mesmo dentro do segmento de SUVs subcompactos. O projeto utiliza a base estrutural do Onix, porém apresenta dianteira e traseira totalmente exclusivas. Essa metodologia repete o que fez a Volkswagen com o Polo ao transformá-lo em Nivus e da Fiat com Fastback partindo do Cronos.
Contudo, o Sonic terá um estilo muito mais independente em comparação ao Onix Activ. Enquanto o Activ só tem como diferenciais o rack de teto e rodas pretas, o Sonic altera quase toda a lataria, preservando apenas as portas originais. O interior deve seguir o padrão de acabamento já conhecido na linha compacta atual.
Eletrificação do Tracker

A Chevrolet também trabalha na atualização do Tracker para manter a competitividade diante dos novos irmãos menores. A General Motors desenvolve um sistema semi-híbrido de 48V para sua gama de modelos compactos fabricados no país. Essa tecnologia tende a ser baseada no conjunto utilizado pelo Monza no mercado chinês.
Lá, o sistema combina um motor 1.3 turbo de três cilindros a um motor elétrico pequeno que substitui o alternador e o motor de partida. Como esse componente elétrico não move as rodas de forma independente, o Tracker MHEV não pode ser chamado de híbrido de verdade. Resta a dúvida sobre a adaptação desse conjunto ao motor 1.2 turbo nacional.
![Chevrolet Monza 2023 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Chevrolet-Monza-2023-1_edited-1200x721.jpg)
Caso a GM opte pelo motor 1.3 igual ao do Monza, o SUV compacto passará a entregar 163 cv de potência e 23,4 kgfm de torque. Atualmente, o modelo brasileiro dispõe de 141 cv e 22,9 kgfm em sua configuração de topo. Esse incremento colocaria o Tracker em um novo patamar de desempenho.
Ofensiva de importados e o luxo da Cadillac
Além da produção nacional, a marca promete reforçar o catálogo com veículos importados de alta tecnologia. O Spark EUV funcionará como o elétrico de entrada, acompanhado pelo Captiva EV, que receberá uma versão híbrida plug-in em breve. Essas opções visam atender consumidores que buscam alternativas à combustão.

A General Motors também estabeleceu uma transição entre os SUVs elétricos refinados da Chevrolet e a marca de luxo Cadillac. Os modelos Equinox e Blazer preparam o cliente para migrar rumo aos novos Optiq, Lyriq e Vistiq. Para os tradicionais, a marca mantém o Trailblazer diesel e o Equinox a gasolina.
O buraco estratégico na linha de SUVs
Apesar do planejamento abrangente, a Chevrolet ainda carece de um SUV médio a combustão para enfrentar o Jeep Compass. Falta um modelo posicionado entre o Tracker e o Equinox para rivalizar com Toyota Corolla Cross e Tiggo 7. Atualmente, existe um abismo financeiro considerável entre esses dois veículos.

O Tracker mais caro custa R$ 178.990, enquanto o Equinox de entrada exige um investimento de R$ 291.190. O Captiva EV tenta ocupar esse espaço, mas sua natureza elétrica e origem chinesa da Wuling limitam o alcance. O público brasileiro tradicional ainda demanda uma opção robusta com motor a combustão.
Dentro do portfólio global de SUVs da Chevrolet, os modelos Trax e Trailblazer norte-americano poderiam solucionar esse problema facilmente. Ambos possuem porte ideal para combater os líderes do segmento de médios no Brasil. Trazer um desses nomes completaria a estratégia da Chevrolet para se fortalecer no mercado de SUVs.
![Chevrolet Trailblazer RS [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2023/02/chevrolet_trailblazer_rs_489_edited-1200x719.jpg)
Você acredita que a Chevrolet terá sucesso ao concentrar suas forças apenas em SUVs e aventureiros? Conte sua opinião nos comentários.



