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Cara de um e focinho do outro

Como são as vans idênticas da Peugeot, Fiat e Citroën?

A Stellantis usa do recurso rebadge para ter vans idênticas na gama da Fiat, Peugeot e Citroën. Sabia que tem mais coisa por trás?

5 min de leitura

A Stellantis é um grande conglomerado que cuida de marcas como Peugeot, Ram, Fiat, Citroën, Jeep e outras. Dito isso, é muito comum que essas montadoras compartilhem componentes, motores e transmissões. Assim, os custos de produção são diluídos. Por outro lado, você sabia que as vans da Peugeot, Citroën e Fiat são idênticas?

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Como elas são?

As Scudo, Expert e Jumpy são o mesmo modelo por baixo dos diferentes emblemas. Elas são pensadas para serem usadas no trabalho pesado, como por exemplo as vans de entrega das empresas. Para atraírem os empresários brasileiros, o trio de utilitários conta com 1.450 kg de capacidade máxima de carga para a opção cargo.

Aliás, a capacidade volumétrica desta configuração é de 6,1 m³. Sobre tamanho, as vans cargo idênticas da Stellantis possuem mais de 5,30 m de comprimento e 3,27 m de entre-eixos. Outro item queridinho do trio utilitário é a porta lateral deslizante. Ela facilita a carga e descarga dos produtos.

Peugeot Expert prata de frente em um fundo cinza
Peugeot Expert [divulgação]

As francesas podem ser escolhidas na configuração Vitré e a italiana na opção Multi. Neste caso, a parte traseira das vans idênticas recebe janelas e ainda contam com a porta deslizante. Personalizáveis, elas podem ter bancos para levar passageiros ou a carga.

Debaixo do capô, o trio preparado para o trabalho compartilha o motor 2.2 turbo diesel. Ele entrega 150 cv e 37,7 kgfm de torque. Além disso, o câmbio é manual de seis marchas. Em relação ao consumo na cidade, as marcas revelaram que as três vans idênticas conseguem marcar 12,4 km/l.

Citroën Jumpy [Divulgação]

Qual é o preço das vans idênticas da Stellantis?

No quesito preço, a Citroën Jumpy é a que fica em desvantagem. Enquanto a Fiat Scudo e a Peugeot Expert começam custando R$ 225.990 na versão Cargo, o modelo da Citroën tem preço inicial de R$ 229.990. Por sua vez, a Expert Vitré e a Scudo Multi saem por R$ 231.990 e a Jumpy Vitré parte de R$ 235.990.

De acordo com a Fenabrave, a Fiat é a marca que mais lucra do trio. Em janeiro de 2026, a Scudo foi escolhida 336 clientes sendo a líder do trio. A Expert ficou em segundo lugar, já que acumulou 138 vendas e a Jumpy foi a lanterninha, pois vendeu apenas 73 unidades.

Fiat Scudo [divulgação]
Fiat Scudo [divulgação]

Parentes internacionais

E a Stellantis não compartilha as vans apenas no Brasil. Lá fora, a Opel/Vauxhall também estão na jogada e usam essas vans idênticas em sua gama. Só que, elas passam por leves alterações visuais. Na Europa, a Vivaro é uma prima diferenciada da Scudo, Expert e Jumpy. Inclusive, o quarteto utilitário ainda se destaca por ter uma versão elétrica. A autonomia delas gravita nos arredores de 300 km.

A história não para por aí. Se os empresários precisarem de mais espaço para as cargas, eles podem optar pelas Boxer, Jumper, Ducato ou Movano. Maiores, essas vans idênticas se destacam nas ruas pelo teto alto e a dianteira que é dividida em duas partes. No Brasil, elas podem levar mais de 1.100 kg de carga e possuem versão Minibus de Luxo, as quais acomodam mais de 15 pessoas.

Caso você não precise levar tanta carga, pode optar pelos Fiat Dobló, Peugeot Partner, Citroën Berlingo e o Opel Combo. Eles são parentes europeus da nossa Fiorino ou Partner Rapid e são mais voltadas ao uso urbano. Surpreendentemente, o trio internacional possui uma versão que pode levar passageiros, algo que a Fiorino e a Partner brasileira nunca viram.

O que é rebadge?

Todas essas vans e modelos utilitários da Stellantis são idênticos por meio de um recurso batizado de rebadge. Neste caso, o conglomerado pega um determinado carro, faz leves mudanças no visual e pode até ter alterações mecânicas e o vende como um automóvel de outra marca.

Essa é uma tática muito comum entre as montadoras, já que dilui os custos de produção e o tempo de fabricação do veículo. Ainda nesse sentido, compartilhar componentes ajuda na hora da manutenção. Outro ponto é que muitas vezes uma marca tem maior influência do que outra em determinadas regiões.

Ram 700 vermelha, vista de frente e com faróis acesos
Ram 700 [Divulgação]

A Ram e a Fiat são um exemplo. No Brasil, cada uma atua em um segmento distinto e ambas são cuidadas pela Stellantis. Todavia, a Strada é vendida aos mexicanos como Ram 700. Neste caso, o conglomerado pegou o projeto da caminhonete compacta e instalou os emblemas da marca de caminhonetes imponentes. Assim, a rival da Volkswagen Saveiro chega ao solo mexicano com mais imponência e destaque.

A parceria entre a Renault e a Nissan também já rendeu frutos diferenciados. A caminhonete Alaskan era uma Frontier francesa, enquanto o Renault Pulse era um March. Hoje, a Mitsubishi pega emprestado carros da marca francesa e faz leves alterações e os vende como seus. Este é o caso do ASX, que no fundo é um Captur atualizado.

Fiat Pulse
Renault Pulse [divulgação]

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Felipe Yamauchi

Formado em jornalismo, é muito curioso e gosta de entender como tudo funciona. Como jornalista, já trabalhou no ramo de entretenimento, saúde, embarcações e agora fala de carros de uma segunda-feira até a outra sem nenhum problema. É um entusiasta da onda de SUVs.

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