Quando falamos da Ford no Brasil, é praticamente impossível não lembrar dos modelos como o Ka, Fiesta e Escort. Durante décadas, foram eles a porta de entrada da marca para milhares de brasileiros e ajudaram a construir a imagem da fabricante por aqui. Entretanto, essa Ford ficou no passado.
Desde que encerrou a produção de veículos no Brasil e fechou suas fábricas em 2021, a fabricante mudou completamente sua estratégia. Na verdade, essa transformação acontece no mundo inteiro e, segundo o próprio CEO da marca divulgado pelo site Carscoops, Jim Farley, não existe intenção de voltar atrás.
Ford quer vender carros que as pessoas desejam
Durante a divulgação dos resultados financeiros da empresa, Jim Farley deixou claro que a Ford não quer mais disputar espaço no segmento dos carros comuns e baratos.

Em vez disso, a marca quer concentrar seus investimentos em produtos que dão desejo e tenham uma identidade forte. Nas palavras do executivo, anteriormente, a Ford quer se tornar a “Porsche do off-road”.
“A Ford quer ser a marca número 1 indiscutível no segmento off-road no mundo. Queremos ser a Porsche do off-road”, disse o executivo à Auto News durante o Salão do Automóvel de Detroit.

“Nós só competimos onde temos uma vantagem competitiva real ou podemos construir uma. E somos implacáveis na forma como investimos nosso dinheiro”, afirmou Farley.
Bronco, Raptor e Mustang são prioridade
A estratégia atual gira em torno de modelos que carregam a imagem da Ford. Temos aí a família Bronco, Maverick, Ranger Raptor, F-150, Mustang, entre outros, que são justamente os carros que a fabricante acredita terem maior potencial para dar lucro.

Além da venda do veículo, a empresa descobriu outra fonte importante de receita: acessórios originais. Hoje, muitos compradores gastam milhares de dólares com kits de suspensão, pneus, rodas, iluminação auxiliar, bagageiros, para-choques especiais e diversos itens vendidos pela própria Ford.
Adeus definitivo aos carros populares
Essa mudança também explica por que a Ford deixou praticamente vazio o segmento de entrada. Há cerca de dez anos, o consumidor norte-americano encontrava diversos carros da marca custando menos de US$ 20 mil. Hoje, a realidade é completamente diferente.
![Ford Mustang Dark Horse [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/ford-mustang-dark-horse-12-1320x743.webp)
Nos Estados Unidos, o veículo mais barato da Ford que não é uma picape custa US$ 31.845. Estamos falando do Bronco Sport. No Brasil, o modelo mais acessível é o Ford Territory, que no fundo é um chinês. Enquanto isso, rivais continuam apostando em modelos acessíveis.
Chineses ajudam nessa mudança
Outro fator citado por Jim Farley é em relação ao crescimento das fabricantes chinesas. O executivo já afirmou diversas vezes que vê as marcas da China como a maior ameaça para a indústria automotiva mundial nos próximos anos.

Na visão dele, competir apenas por preço será cada vez mais difícil. Por isso, a Ford prefere investir em veículos que tenham personalidade, tradição e uma comunidade apaixonada de clientes, exatamente como acontece com a Porsche.
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![Ford Ka [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2020/10/ford_ka_br-spec_2_edited-1200x720.jpg)

