Você pode não se lembrar de primeira, mas a Kia segue firme e forte no Brasil. Hoje, ela foca em portfólio reduzido e eletrificado. Assim, tenta se destacar ante as várias marcas chinesas. Mas, em um passado distante, ela já foi mais ousada e teve um carro que ninguém copiou até hoje: o Picanto 1.0 aspirado com câmbio automático. Vamos lembrar um pouco dessa “mosca branca” oferecida aos brasileiros.
Aposta arriscada
O Picanto chegou ao Brasil em meados da década de 2000. Ele era bem pequeno, tinha cerca de 3,50 m de comprimento e apostava em visual atual. Ele queria arranjar briga com Fiat Uno, Palio, Volkswagen Gol e outros modelos. Na dianteira, as atenções se voltavam para os faróis quadrados e a grade central com desenho vertical e compacto.
Pensado para os grandes centros urbanos, ele conseguia levar até cinco pessoas, mas aí o conforto não era dos melhores. Para se ter ideia de seu tamanho, o porta-malas da primeira geração do Kia Picanto levava míseros 160 litros. Ou seja, uma simples compra semanal de supermercado enchia o espaço.

Em contrapartida, a marca sul-coreana implementou direção com assistência e ar-condicionado. Assim, o pequenino não fazia tão feio perante os rivais. Hoje, um Picanto EX 1.1 manual pode ser achado em São Paulo por cerca de R$ 17 mil, segundo as Tabelas Fipe e da Webmotors.
Fora do comum
Outro chamariz era o conjunto mecânico. O Kia Picanto chegou com motor 1.1 aspirado a gasolina. Ele entregava 64 cv e 9,9 kgfm de torque. Mas, o destaque era a combinação deste propulsor com o câmbio automático de quatro marchas. Trata-se de uma estratégia bem exótica. A montadora apostou no conjunto para inflar as vendas do seu modelo e também aprimorar o conforto do motorista.
A velocidade máxima superava os 140 km/h e o 0 a 100 km/h era feito em mais de 15 segundos. Ou seja, sua proposta era urbana. Tempos depois, a marca anunciou a vinda do motor 1.0 aspirado. Mais atual que o 1.1, ele também rendia 64 cv e trabalhava tanto com câmbio manual quanto o automático. Segundo a fabricante, o Picanto 1.0 automático podia marcar 13,3 km/l na cidade e 16 km/l na estrada.

Mudou tudo
Em 2012, a Hyundai anunciou a chegada do HB20 e nesse mesmo período os brasileiros conheceram a segunda geração do Kia Picanto. Ela foi projetada por Peter Schreyer e tinha visual bem arrojado. O subcompacto ainda tinha ar fofo, mas também a dianteira passava uma identidade mais agressiva, principalmente pelos faróis amplos e os apliques escurecidos.
Foi nesta época que o Picanto chegou mais perto do sucesso por aqui. Ele tinha 3,59 m de comprimento e surfou na onda do Toyota Etios e outros. Seu motor era o 1.0 aspirado Kappa, o mesmo do HB20. Só que, o Picanto podia ser manual ou automático, algo que o Hyundai não viu de perto. Inclusive, ele pesava 940 kg e tinha bastante agilidade para viver no trânsito.


O pequenino viveu até meados de 2017 com esse visual. Por fim, a terceira geração veio em 2018 e chegou apenas na versão esportivada GT. Além de novo visual, sua pegada era mais imponente. A dianteira tinha faróis geométricos, apliques contrastantes e as rodas tinham visual aerodinâmico. Ele tinha apelo, mas veio em poucas unidades e hoje elas se destacam mais que mosca branca no meio da multidão.
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