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Primeira leva

Quais foram os SUVs de entrada que o mercado brasileiro enterrou antes da hora

Antes de Pulse, Kardian e Tera dominarem as ruas, estes SUVs tentaram a sorte no Brasil e saíram de linha cedo demais

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O segmento de utilitários esportivos de entrada vive hoje sua fase mais aquecida no mercado nacional. Modelos com forte apelo de volume, a exemplo de Fiat Pulse, Fastback, Renault Kardian, Volkswagen Tera e Nivus, ditam o ritmo do setor.

No entanto, o conceito de derivar um crossover urbano a partir de plataformas compactas não é inédito: uma primeira safra de pioneiros desembarcou por aqui antes do momento ideal e acabou saindo de cena precocemente.

Honda WR-V: a fórmula do crossover monovolume

SUVs: Honda WR-V 2021
Honda WR-V [Foto: Divulgação]

A ideia de recalibrar a suspensão de um hatch, elevar a altura em relação ao solo e encorpar a dianteira para criar um crossover foi introduzida no país pela Honda. Revelada em 2017, a primeira geração do WR-V carregava a forte estampa visual do Fit, característica que dificultava sua aceitação total no nicho de utilitários, no qual o público prioriza linhas mais quadradas e imponentes.

Projetado exclusivamente para os mercados do Brasil e da Índia, ele oferecia por aqui o motor 1.5 aspirado com transmissão CVT. Enquanto na Ásia a gama contava com motorizações 1.2 a gasolina e 1.5 a diesel acopladas a câmbio manual. Sobretudo, o mercado nacional manteve a configuração única. Atualmente, a nova geração do WR-V está à venda nas configurações EX (R$ 149.000) e EXL (R$ 154.000).

JAC T40: a ponte entre a China, a Europa e o Brasil

[Auto+ / João Brigato]
[Auto+ / João Brigato]

O desenvolvimento do T40 esteve atrelado aos planos de expansão da operação brasileira da JAC Motors. O projeto original previa a montagem em solo nacional, inclusive com planejamento para ocupação da fábrica em Camaçari (BA), mas a produção acabou restrita às unidades de Hefei, na China, e Sahagún, no México.

Na Ásia, o veículo serviu de embrião para a criação da marca Sol (posteriormente renomeada Sehol), fruto de um movimento conjunto entre a Volkswagen e a JAC que pretendia introduzir a linguagem de design da espanhola Seat no mercado chinês.

Vendido ao longo de sua trajetória sob variadas nomenclaturas e com opções de motorização térmica e elétrica, o crossover acabou absorvido inteiramente pelo portfólio da JAC após a reestruturação das parcerias locais.

CAOA Chery Tiggo 2 e Tiggo 3X: o resgate da base do Celer

SUVs
CAOA Chery Tiggo2 [Divulgação]

Embora comercializados pela CAOA Chery em momentos distintos, o Tiggo 2 e seu sucessor, o Tiggo 3X, compartilhavam exatamente a mesma estrutura. Ambos derivavam da plataforma do antigo compacto Celer, com montagem concentrada na fábrica de Jacareí (SP), além de linhas na China e no Irã.

A transição para o Tiggo 3X trouxe ao mercado brasileiro uma configuração mecânica exclusiva: o motor 1.0 turbo de três cilindros. A calibração, no entanto, enfrentou críticas por entregar consumo elevado sem corresponder em números de potência e torque. O modelo segue em fabricação no exterior sob diferentes facetas estéticas, incluindo no Marrocos sob a denominação Omoda 3, mantendo sua trajetória no segmento de entrada do grupo asiático.

Você chegou a ter algum desses modelos ou acha que eles teriam mais sorte se fossem lançados no mercado hoje? Deixe sua opinião nos comentários!

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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