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5 SUVs chineses para comprar em 2026 pelo preço de um T-Cross

Modelos chineses são mais equipados, potentes e até econômicos e custam menos que configurações intermediárias e topo do Volkswagen

5 min de leitura

Os SUVs são o ponto onde as marcas chinesas mais apertam as fabricantes tradicionais do Brasil. De um lado temos carros maiores, híbridos ou elétricos, muito mais bem equipados e com preços agressivos. Do outro, Volkswagen, Fiat, Chevrolet e companhia tentam se defender com SUVs subcompactos, versões voltadas ao volume, e aos poucos, algum nível de eletrificação. 

E nenhum carro mostra melhor esse cenário de doideiras do que você pode comprar e o que o produto leva quando comparamos esses SUVs com o Volkswagen T-Cross. Atualmente, é o modelo mais emplacado do segmento e já acumula quase 62 mil comercializações e praticamente empatado com o Tera. 

Só que os preços, querendo ou não, são salgados quando vemos os concorrentes. Hoje, para levar um T-Cross para casa o consumidor precisa desembolsar R$ 119.990, porém, conforme você sobe na gama, a conta cresce rápido. Hoje, são R$ 152.890 no 200 TSI, R$ 173.790 no Comfortline, R$ 186.290 no Highline e R$ 193.490 no Extreme. 

Volkswagen T-Cross Sense cinza visto de lado
Volkswagen T-Cross Sense [Auto+/ Felipe Yamauchi]

As três primeiras usam o 1.0 TSI de até 128 cv e 20,4 kgfm, agora com câmbio automático de oito marchas. Já Highline e Extreme recebem o 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 kgfm, ainda acompanhado do automático de seis marchas. Diante disso, o Auto+ resolveu fazer uma lista de carros chineses que dá para comprar mais barato do que o SUV da VW. Assim, vamos subir versão por versão.

Antes, porém, uma observação. A Sense de R$ 119.990 ainda não encontra um SUV chinês zero km vendido regularmente abaixo dela. A partir dos R$ 152.890 do T-Cross 200 TSI, por outro lado, a situação muda completamente.

Caoa Changan CS55 Prime — R$ 144.990

Caoa Changan CS55 cinza estático
Caoa Changan CS55 [Auto+/João Brigato]

O primeiro exemplo é o Caoa Changan CS55 Prime que parte de R$ 144.990. Portanto, são R$ 8 mil a menos por um SUV que, em tamanho, já entra na categoria dos médios com 4,55 metros de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, além do enorme porta-malas de 525 litros de capacidade. 

O CS55 traz um 1.5 turbo flex de 180 cv e 29,2 kgfm, combinado ao câmbio DCT de sete marchas. E ele já é extramemnte equipado desde essa configuração de entrada: seis airbags, rodas de 19 polegadas, teto solar e multimídia de 14,6”. Todavia, além dele, temos Caoa Chery Tiggo 7 Sport e GAC GS3 Premium. 

GAC GS3 Elite — R$ 159.990

GAC GS3 Elite branco parado de dianteira com árvores ao fundo
GAC GS3 Elite [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Falando nele, quando subimos para o T-Cross Comfortline de R$ 173.790, aparecem além do GS3 Elite, o Jaecoo 5 recém-lançado. No caso do SUV da GAC, temos 4,41 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, embora o porta-malas de 341 litros não impressione. Em compensação, o 1.5 turbo a gasolina entrega 170 cv e 25,5 kgfm, enquanto a transmissão é automatizada de dupla embreagem e sete marchas. 

Além disso, justamente na Elite entram câmera 360°, rodas de 19 polegadas e um pacote ADAS mais completo, com ACC, frenagem automática e assistentes de faixa. A central multimídia tem enormes 14,6 polegadas. Então, novamente, você gasta menos que no Comfortline e leva uma lista bastante recheada.

Omoda 5 Luxury — R$ 164.990

Omoda 5 Prestige [Auto+ / João Brigato] cinza de dianteira
Omoda 5 Prestige [Auto+ / João Brigato]

Ainda dentro do orçamento de um T-Cross Comfortline aparece algo que a nem as próprias chinesas rivais oferecem nessa: um híbrido pleno. O Omoda 5 Luxury custa oficialmente R$ 164.990, porem nesses meses o modelo está com desconto que abaixa o valor para R$ 159.990. Aqui, o conjunto combina um 1.5 turbo a gasolina ao motor elétrico e chega a 224 cv. 

Além disso, usa transmissão híbrida DHT de uma marcha e faz 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. O consumo oficial fica em 15,1 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada. Também é um carro maior. O Omoda mede 4,45 m de comprimento, tem 2,61 m de entre-eixos e 372 litros no porta-malas. São sete airbags, multimídia de 12,3”, câmera 540° e vários assistentes de condução.

Leapmotor B10 — R$ 182.990

Leapmotor B10 [Auto+ / João Brigato]
Leapmotor B10 [Auto+ / João Brigato]

Chegamos ao T-Cross Highline e aos R$ 186.290. Aqui, além de outros híbridos, já dá para levar um SUV médio totalmente elétrico por menos dinheiro. O Leapmotor B10 custa R$ 182.990, porém, muda completamente a proposta. Seu motor traseiro entrega 218 cv e 24,5 kgfm, enquanto a bateria de 56,2 kWh rende 288 km de autonomia pelo Inmetro. 

Só que, novamente, o tamanho chama  atenção devido aos seus 4,51 m de comprimento e 2,73 m entre os eixos, ou seja, quase 30 cm a mais que o T-Cross. Além disso, entram teto panorâmico, sete airbags, câmera 360°, ACC, frenagem automática e uma central de 14,6 polegadas. E vale lembrar que a Leap também lançou recentemente a versão REEV, ainda mais barata em preço promocional de R$ 179.990 

Caoa Chery Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive — R$ 181.990

CAOA Chery Tiggo 7 Pro [divulgação]

Por fim, chegamos ao Caoa Chery Tiggo 7 Pro Hybrid que custa R$ 181.990. Com isso, fica R$ 4.300 abaixo do T-Cross Highline e nada menos que R$ 11.500 abaixo do Extreme. Seu sistema MHEV de 48 volts combina o conhecido 1.5 turbo flex a um pequeno motor-gerador. No total, são 160 cv e 25,5 kgfm, com câmbio CVT de nove marchas simuladas.

Mas nada de consumo extraordinário de híbridos, porque o motor elétrico não movimenta o veículo em nenhum momento. Assim, o PBVE aponta 11,1 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada com gasolina. Embora a eletrificação traz algumas vantagens, como em São Paulo, por exemplo, fica livre do rodízio. Além disso, estamos falando de outro SUV médio. O Tiggo 7 mede 4,50 m, 2,67 m de entre-eixos e 475 litros de porta-malas.

E você, levaria um T-Cross ou algum desses SUVs chineses? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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