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Dongfeng estreia no Brasil em agosto com produção na fábrica da Nissan em Resende

A Dongfeng estreia no Brasil em agosto e planeja produção local em parceria com a Nissan no Rio de Janeiro

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A partir de agosto, a Dongfeng Motor estará em nosso mercado. A operação iniciará por meio de importações, mas prevê a manufatura no complexo industrial da Nissan em Resende (RJ). Aliás, o compartilhamento da capacidade produtiva integra um processo de otimização global de ativos da marca japonesa fora do mercado chinês.

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Ivan Espinosa, CEO Global da Nissan, já havia sinalizado a abertura para novas cooperações internacionais, segundo as informações publicadas pelo Motor1Brasil. Além disso, conforme apuração de Jorge Moraes, colunista da CNN, o fabricante chinês acelera os preparativos para viabilizar sua linha de montagem em território fluminense.

Ou seja, as diretrizes da Nissan conectam-se a um olhar de escala global e eficiência. A utilização do polo de Resende funciona como um atalho estratégico para reduzir investimentos e tempo de implementação da marca no país. Em vez de erguer uma nova unidade, a Dongfeng aproveitará uma infraestrutura consolidada e também uma mão de obra já qualificada.

Dongfeng Nissan N7 azul parado de frente com o chão e o fundo branco
Dongfeng Nissan N7 [Divulgação]

Portfólio elétrico e expansão tecnológica

A Dongfeng começa no Brasil com dois elétricos urbanos: o hatch compacto Box e o SUV Vigo. O primeiro oferece 95 cv e autonomia máxima de até 430 km no ciclo chinês (CLTC). Já o utilitário esportivo entrega cerca de 130 cv e um alcance estimado é de até 470 km. Contudo, a presença da marca não se restringirá a esses modelos. O portfólio global abrange caminhonetes e veículos comerciais pesados.

A produção nacional pode incluir o desenvolvimento conjunto com a Nissan. Essa colaboração pegaria o compartilhamento de plataformas e tecnologias entre as duas companhias na Ásia. Entre os modelos cotados para a planta de Resende estão a Frontier Pro Hybrid e os novos Nissan N7 e NX8.

Industrial asiática

A movimentação demonstra que o Brasil retoma o protagonismo nas estratégias globais das montadoras durante a transição para energias limpas. As indústrias tradicionais buscam parcerias com fabricantes chineses, sendo uma oportunidade de otimização e de aceleração de novas tecnologias.

Estratégias similares já redesenham o mapa, como a parceria entre Renault e Geely. Além da aliança Nissan-Dongfeng, marcas como BYD e GWM assumiram antigas plantas da Ford e Mercedes-Benz para acelerar suas operações locais. Além disso, outros exemplos incluem a Omoda & Jaecoo em Itatiaia e a GAC em Catalão, além da GM. Isso representa uma nova era de colaboração técnica.

Geely EX2 Max verde visto lateralmente
Geely EX2 Max [Auto+/ Luiz Forelli]

E você, prefere essa união de forças ou acha melhor quando as marcas constroem suas próprias fábricas do zero? Escreva nos comentários.

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