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BYD já vende mais carros elétricos que Tesla, BMW e Volkswagen na Europa

Fabricante chinesa cresce rapidamente na Europa e mostra que seu crescimento vai muito além da China

3 min de leitura

Não é só no Brasil que a BYD está dominando os carros elétricos. A fabricante chinesa também invade a Europa com força, justamente no berço das marcas mais tradicionais da indústria automotiva. E agora o cenário começa a ficar desconfortável para gigantes históricas. 

Segundo dados divulgados pela própria BYD com base na SMMT, entidade britânica do setor, a marca chinesa virou oficialmente a fabricante de elétricos mais vendida do Reino Unido. Sim, ela já vende mais carros elétricos por lá do que Tesla, BMW e até a Volkswagen.

Chinesa cresce rápido na Europa

Até abril de 2026, a BYD emplacou 12.754 carros elétricos no mercado britânico. Com isso, alcançou mais de 7% de participação no segmento. Pode até parecer pouco, todavia estamos falando de uma marca chinesa que praticamente não existia no Reino Unido há poucos anos.

BYD Dolphin Mini GS 2026 azul estático
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

O mais curioso é justamente o fato dos carros da BYD não se enquadrarem em alguns incentivos do governo britânico. Hoje, determinados modelos elétricos têm descontos públicos de até 3.750 libras esterlinas (cerca de R$ 25 mil). 

Por exemplo, carros como o Ford Puma Gen-E, Nissan Leaf e Mini Countryman Electric têm esses descontos, já a BYD fica de fora, e mesmo assim vende mais que os rivais. 

Estratégia lembra o que já acontece no Brasil

BYD Tan azul de frente

A lógica da BYD no Reino Unido lembra bastante o movimento da marca em terras tupiniquins. A empresa aposta em uma linha bem ampla de produtos, variando de carros mais acessíveis até SUVs maiores e mais sofisticados.

Na Inglaterra, a gama começa no Dolphin Surf, nome para o nosso Dolphin Mini, que parte de 18.675 libras, algo próximo de R$ 125 mil.

Imagem mostra BYD Sea Lion de frente

Do outro lado está o BYD Sealion 7, elétrico cupê que é tipo o Seal dos SUVs com bateria de 82,5 kWh e autonomia de até 483 km no ciclo WLTP. Ou seja, a BYD ocupa diversos segmentos ao mesmo tempo, exatamente como tenta fazer no mercado brasileiro.

Europa começa a sentir pressão chinesa

Tudo isso ajuda a entender o movimento desesperado de várias montadoras tradicionais tentando reduzir custos, fechar fábricas ou até se aproximar das próprias chinesas.

BYD King GS [Auto+ / João Brigato]

Enquanto as marcas europeias ainda vem discutindo estratégia, plataformas e eletrificação, as fabricantes chinesas chegam com preços agressivos, muita tecnologia e velocidade absurda de desenvolvimento. A BYD, talvez, seja o maior exemplo disso hoje.

E você, acha que as montadoras tradicionais ainda conseguem reagir? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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