Diversas fabricantes chinesas, como a BYD, Geely e GAC, já mostraram seus interesses em vender carros nos Estados Unidos. Todavia, as tarifas altíssimas ainda impedem a chegada dessas marcas ao segundo maior mercado automotivo do mundo. Agora, a Chery voltou a admitir que sua entrada no país é apenas questão de tempo, embora o cenário ainda esteja longe de ser favorável.
Conforme informações do site Carscoops, o presidente da Chery International, Zhang Guibing, admitiu que a marca tem interesse no mercado americano:
“Quando encontrarmos um momento bom e adequado no futuro, certamente esperamos entrar nesse mercado. Todos sabem que o mercado automobilístico americano é enorme… nós definitivamente temos a ideia de vender carros nos Estados Unidos. Todos certamente têm essa ideia.”
Chery já construiu um império fora da China
Sabemos que o mercado americano movimenta milhões de veículos por ano e possui enorme peso global para qualquer fabricante. Além disso, a Chery, atualmente a maior exportadora de veículos da China, graças ao seu enorme portfólio de marcas como Omoda & Jaecoo, Jetour, Exeed, entre outras, tem ambição de levar seus SUVs gigantescos, justamente os modelos que os americanos mais consomem.

Enquanto os Estados Unidos estão praticamente fechados para os chineses, a Chery aproveita sua escalada em regiões como a Europa, onde já fez o Jaecoo 7 ser o veículo mais vendido do Reino Unido em março. Ao mesmo tempo, a fabricante continua crescendo no Oriente Médio, Sudeste Asiático e também aqui no Brasil.
Vale lembrar que o Canadá reduziu recentemente a tarifa de carros elétricos chineses de 100% para 6,1%. Com isso, o país passou a liberar a importação de até 49 mil veículos elétricos chineses por ano, volume que representa menos de 3% do mercado canadense de carros novos.

E quem já está de olho? A própria Chery, que prepara sua entrada no mercado canadense possivelmente já em 2026. Ainda assim, nem todos veem isso com bons olhos.
A Associação Canadense de Fabricantes de Veículos afirmou que a decisão de autorizar a venda de carros elétricos fabricados na China é motivo de “profunda preocupação”. O presidente Donald Trump também foi duro e classificou a medida como “um desastre”.
Tarifas e política viraram a maior barreira
![Jetour G700 [Auto+ / Rafael Pocci Dea]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Jetour-G700-china-7-1320x743.webp)
Apesar do interesse das chinesas em vender veículos nos EUA, o principal obstáculo são ainda as tarifas elevadas, que praticamente inviabilizam qualquer operação competitiva no país.
Recentemente, o presidente Donald Trump até afirmou que não descarta a presença de marcas chinesas no mercado americano, porém disse que isso só aconteceria caso os veículos fossem produzidos em solo americano e usando a mão de obra local.
Congresso teme impacto na indústria americana

No mês passado, dezenas de deputados democratas enviaram uma carta a Trump pedindo medidas duras contra a entrada das montadoras chinesas no país. O receio é que essas empresas acabem pressionando muito as fabricantes locais, como a Ford e GM, afetando empregos e parte da indústria americana.
Isso acontece porque muitos políticos veem as marcas chinesas como uma ameaça parecida ao que aconteceu com fabricantes japonesas e coreanas décadas atrás, porém em uma velocidade muito maior,.
E você, acha que as marcas chinesas conseguiriam ameaçar as gigantes americanas? Deixe seu comentário!



