A Suzuki no Brasil não faz nem cosquinhas nas outras montadoras quando o assunto é automóvel. Em 2025, fechou o ano com pouco mais de 1.300 emplacamentos graças ao Jimny Sierra, que saiu no final do ano passado. Só que enquanto o SUV foi embora daqui e também deu adeus na Europa, a Suzuki projeta passar a Honda em vendas globais.
Suzuki é sustentada pela Índia
Hoje a Índia praticamente sustenta a operação global da Suzuki. Durante o último ano fiscal, encerrado em março de 2026, a fabricante vendeu 3,32 milhões de carros no mundo. Desse total, 1,86 milhão saiu apenas do mercado indiano. Logo assim, mais da metade de todos os carros vendidos pela Suzuki hoje ficam concentrados por lá.
E a previsão da fabricante de Shizuoka é crescer ainda mais. A marca espera atingir 3,55 milhões de unidades até março de 2027, uma melhora de 7,1%. Enquanto isso, a Honda está em um cenário diferente.
Suzuki planeja vender mais que a Honda

A Honda terminou o último ano fiscal à frente da Suzuki, com 3,38 milhões de carros vendidos. Uma diferença de somente 60 mil unidades em comparação com a montadora do logo S. Todavia, o detalhe é que a Honda prevê essa estabilidade para o seu próximo ano fiscal, chegando a 3,39 milhões de carros vendidos globalmente.
Ou seja, se as projeções realmente acontecerem, a Suzuki vai ultrapassar a rival japonesa pela primeira vez. Algo praticamente improvável nos últimos anos, principalmente porque a Honda sempre teve presença global muito maior, além da forte operação nos Estados Unidos, Europa e China.
Toyota ajudou indiretamente nessa virada

Essa grande participação da fabricante também acontece devido ao empurrãozinho que a Toyota dá. Hoje a gigante japonesa tem participação acionária na Suzuki e faz diversas parcerias globais com a marca.
Em alguns mercados, as duas empresas compartilham carros praticamente idênticos e mudam apenas o logotipo e o acabamento. Por exemplo, o Toyota RAV4 e o Suzuki Across são o mesmo veículo na essência, só muda alguns detalhes visuais, enquanto o resto é o mesmo.

Além disso, a marca japonesa conseguiu crescer justamente onde muitas montadoras ainda patinam. A Índia, por exemplo, virou um mercado gigantesco para carros compactos baratos, eficientes e simples, algo que a fabricante japonesa domina há décadas.
E aí, você acha que a Suzuki poderia vender mais carros no Brasil? Deixe seu comentário!



