Depois de enfrentar um momento turbulento, a Porsche reviu seus planos e anunciou a venda das suas ações da Bugatti Rimac. Ela e o Grupo Rimac eram parceiras desde 2021 e agora vão seguir caminhos opostos. A marca de esportivos quer focar no presente e pensar com calma no futuro. Com a venda das ações, a Bugatti deixa de fazer parte do Grupo Volkswagen, de quem era amiga desde a década de 1990.
Explicando melhor
A marca dona do Cayenne detinha 45% das ações e o grupo os 55% restantes. Aliás, a fabricante também era dona de 20% do Grupo Rimac. Matt Rimac, CEO da Bugatti Rimac, revelou em entrevista que a montadora de esportivos foi uma parceira crucial e que havia muita gratidão pela contribuição.
Segundo o Motor1.Com internacional, a venda das ações ainda precisa de aprovação para ser efetuada. O consórcio será cuidado pela HOF Capital, uma empresa com sede em Nova York e que tem investimentos em diversas empresas, tais como na SpaceX, criada por Elon Musk.

Mudança 360°
A venda das ações da Bugatti Rimac não significa que a Porsche esteja falida. A fabricante anotou prejuízo bilionário nos últimos tempos, tanto por causa das tarifas de importação sobre os carros que chegam aos Estados Unidos quanto pela queda da demanda chinesa. Além disso, a marca reviu seus planos de eletrificação.
Antes, ela previa ter portfólio eletrificado o quanto antes, mas agora que a demanda voltou a ser instável, optou por ir com calma. Ela vai oferecer tanto modelos a combustão quanto eletrificados por mais tempo. Michael Leiters, CEO da fabricante, revelou mais detalhes durante o anúncio de venda das ações. Por fim, o executivo comentou que a montadora agora vai focar em realinhar seus objetivos e reestruturar a empresa.

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