A BYD oficializou um pacote de novidades tecnológicas que desembarcará no mercado automotivo brasileiro a partir do próximo ano. Em um evento estratégico realizado em sua sede em Shenzhen, na China, a fabricante revelou que o sistema de assistência de última geração God’s Eye será oferecido no nosso país a partir do próximo ano. Inclusive, até o pequenino Dolphin Mini poderá receber o sistema.
De acordo com Stella Li, vice-presidente executiva global da BYD e CEO da BYD Américas e Europa, “Hoje, a BYD dá mais um passo na estratégia de direção inteligente com o avanço do sistema God’s Eye e das novas tecnologias de assistência à condução. O Brasil faz parte desses planos, e o centro de inovação e P&D no Rio de Janeiro terá um papel importante para apoiar a introdução dessas soluções no mercado brasileiro a partir do ano que vem”.
Superprocessador chinês de 4 nanômetros reduz consumo de energia
O destaque foi anúncio foi o XUANJI A3, o primeiro processador automotivo focado em direção autônoma de 4 nanômetros desenvolvido na China. O componente suporta tecnologias de automação de níveis avançados L3 e L4, operando em fase de produção em massa. Por causa dos e 4 nanômetros, o chip consome 20% menos energia em comparação a componentes similares disponíveis no mercado mundial de semicondutores.

Quando os carros utilizam uma configuração que agrupa três desses chips integrados, o sistema fornece uma capacidade computacional de 2.100 TOPS (trilhões de operações por segundo). Na verdade, essa velocidade dobra o aproveitamento dos algoritmos criados pela BYD nas ruas. Como resultado, a engenharia garante respostas extremamente rápidas dos freios e da direção assistida, elevando a margem de segurança em situações de risco iminente de colisão.
Sistema God’s Eye ganha sensores LiDAR e atualizações por satélite
A nova geração do sistema de condução inteligente God’s Eye recebeu atualizações estruturais profundas na sua arquitetura de dados e sensores. A evolução traz a plataforma XUANJI 2.0, aprimoramentos em inteligência artificial e uma rede de sensores via satélite pioneira na indústria de carros. Além disso, a BYD confirmou que toda a sua linha de carros agora pode receber, de forma opcional, o sistema. E isso inclui até o Dolphin Mini.

Na cabine, os futuros carros da marca trarão um assistente virtual de comando de voz avançado. A marca pauta o desenvolvimento dessa tecnologia em três metas: zerar os acidentes, imitar a precisão de um motorista experiente e oferecer assistência pessoal. Para sustentar essa visão de mobilidade protetiva, a companhia investe mais de R$ 75 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de segurança veicular.
Garantia inédita assume prejuízos financeiros de acidentes com piloto automático
Outra novidade foi o anúncio de uma apólice de cobertura total de danos para a função de navegação autônoma urbana. Com o benefício, a BYD assume todas as perdas financeiras em acidentes onde a responsabilidade legal recair sobre o carro autônomo correto. Mas isso, por enquanto, não é válido no Brasil.

Atualmente, a marca possui uma frota conectada de 3,15 milhões de carros inteligentes rodando diariamente e coletando dados reais nas ruas. Ademais, o braço de engenharia conta com o suporte de 5 mil engenheiros focados exclusivamente em condução inteligente, formando a maior equipe desse segmento na China.
Você teria um BYD com esse sistema autônomo? Conte nos comentários.



Essa notícia é extremamente importante, quase uma “Fase 2” da chegada das fabricantes chinesas no Brasil, a começar pela pioneira BYD, algo que certamente não será ignorado pelas demais concorrentes, como GWM, Geely, Chery, ZeeKr e Leapmotor, que fatalmente trarão seus sistemas com base em radares LIDAR. No entanto, para esse avanço acredito que seja necessário um esforço enorme de mapeamento (talvez precisem fazer isso em conjunto com alguma empresa de GPS estabelecida há tempos no Brasil) contínuo das nossas estradas e ruas.
Essa notícia é extremamente importante, quase uma “Fase 2” da chegada das fabricantes chinesas no Brasil, a começar pela pioneira BYD, algo que certamente não será ignorado pelas demais concorrentes, como GWM, Geely, Chery, ZeeKr e Leapmotor, que fatalmente trarão seus sistemas com base em radares LIDAR. No entanto, para esse avanço acredito que seja necessário um esforço enorme de mapeamento (talvez precisem fazer isso em conjunto com alguma empresa de GPS estabelecida há tempos no Brasil) contínuo das nossas estradas e ruas.