A BYD revelou ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) as primeiras informações do novo Detang DM, um SUV grande que chega para ocupar um espaço acima do já conhecido Tang L ou Atto 8 em nosso mercado. O modelo terá sete lugares, aposta em tecnologia inéditas e quer ser o modelo mais elevado dentro da linha.
SUV maior que o Atto 8
O novo Detang DM entra em um segmento onde a própria BYD já atua fortemente, com opções elétricas e híbridas plug-in. Ainda assim, a proposta aqui é subir o nível em tamanho, tecnologia e posicionamento.
Nas dimensões, o SUV mede 5,26 m de comprimento, 1,99 m de largura, 1,81 m de altura e 3,13 m de entre-eixos. Na prática, ele supera o Atto 8 que chegou recentemente no Brasil por R$ 399.990, e tem 5,04 m de comprimento e 2,95 m de entre-eixos.
Visual segue identidade da BYD

O design segue a linguagem da linha Dynasty, com uma dianteira mais limpa e faróis divididos. A parte inferior traz blocos ópticos que, quando acesos, criam um efeito que lembra cristal. Outro ponto que chama atenção é a presença de sensor LiDAR no teto para o ADAS. Na traseira, o padrão é o mesmo visto em todos carros da marca com lanternas interligadas.
Por dentro, o Detang DM traz uma configuração mais próxima de um carro executivo do que de um SUV familiar tradicional. O painel adota três telas, com quadro de instrumentos digital, central multimídia flutuante e tela dedicada ao passageiro.

O sistema de som leva assinatura da Devialet com 27 alto-falantes, enquanto o head-up display complementa o pacote. A configuração interna segue o padrão 2+2+3, com destaque para a segunda fileira, que traz bancos independentes. Esses assentos tem apoio de pernas integrado, ajuste elétrico e função que permite deitar totalmente com um toque.
Além disso, há tela dobrável para os ocupantes, mesas retráteis e até geladeira a bordo. Já a terceira fileira também recebe atenção, com ajustes elétricos e aquecimento dos bancos, algo ainda raro no segmento.
Versão híbrida plug-in

Na motorização, a versão DM-i utiliza um sistema híbrido plug-in com motor 1.5 turbo com cerca de 156 cv, atrelado ao motor elétrico de 272 cv. Segundo o MIIT, a autonomia elétrica no ciclo CLTC otimista chega aos 450 km. Ou seja, um número muito alto, mesmo sendo o otimismo do ciclo chinês.
Versão elétrica pode chegar a quase 1.000 km de autonomia
Além da variante híbrida, a BYD também prepara uma versão totalmente elétrica do modelo. Nesse caso, a autonomia declarada pode chegar a 950 km no ciclo CLTC, com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos.
Outro destaque é a nova tecnologia de recarga rápida da marca, que promete níveis agressivos de carregamento. Segundo a BYD, é possível recuperar grande parte da carga em poucos minutos, mesmo em temperaturas extremas.
O modelo também deve contar com a suspensão YunNian-A, que combina suspensão a ar de dupla câmara com leitura da via, ajustando o comportamento do carro.
Será que esse BYD poderia vir ao Brasil? Deixe seu comentário!



