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Caoa Changan terá 40 concessionárias no Brasil e algumas rachadas com Chery e Ford

Estratégia da Caoa com a Changan é torná-la uma das maiores marcas chinesas do Brasil — maior até que a Chery

4 min de leitura

A Caoa Changan não desembarca no país apenas para testar o mercado ou ser uma presença passageira, conforme garante Peng Tao, vice-presidente executivo da fabricante. Pelo contrário, a marca quer se estabelecer como uma das maiores fabricantes chinesas presentes no Brasil.

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A estratégia chega ao ponto de haver vontade de superar a própria Chery em volume. Tanto que a promessa da Changan é de alto volume. Para atingir esse objetivo audacioso, ela contará com a força de distribuição do grupo Caoa.

Expansão da rede e divisão de lojas

Durante o primeiro contato da imprensa brasileira com a marca, Li Yuanxing, gerente geral das operações da Changan na América Latina, revelou que a rede terá 40 concessionárias no país. A ideia é que esses pontos já estejam operando plenamente em 2026, utilizando uma estratégia múltipla de ocupação de mercado.

Segundo Jan Telecki, diretor de marketing da Caoa, em conversa com o Auto+, a Changan terá endereços exclusivos em locais estratégicos, mas também aproveitará a infraestrutura existente. Dessa forma, algumas revendas que hoje são exclusivas da Chery poderão ser rachadas ao meio para abrigar os modelos da Changan.

Além disso, como a Caoa é dona do maior grupo de concessionárias Ford no Brasil, o grupo também poderá dividir as lojas da marca do oval azul para receber a nova chinesa. Essa prática de compartilhar endereços entre marcas do mesmo grupo já é comum entre Fiat e Jeep.

Em Campinas, no interior de São Paulo, por exemplo, é possível ver Audi, Chevrolet e GWM dividindo o mesmo prédio de forma pacífica. Logo em frente, temos MG, Citroën e Peugeot no mesmo endereço. Essa estratégia de marcas não parceiras no mesmo logar é algo que a Caoa deve replicar com facilidade aproveitando seus 150 pontos atuais da Chery e sua rede Ford.

Caoa Changan CS75 Plus
Caoa Changan CS75 Plus [Divulgação]

Engenharia brasileira e o teste das lombadas

Durante a apresentação, Peng Tao reforçou que a Changan será feita “do Brasil para o Brasil”. Para sustentar essa afirmação, ele destacou o trabalho de 100 engenheiros da Caoa e da marca chinesa que modificaram os carros nacionalizados.

Um detalhe curioso, revelado pelo executivo, é que o Uni-T brasileiro terá um porta-copos maior, atendendo à demanda nacional por garrafas de água grandes dentro do veículo. Além disso, a marca construiu uma pista de testes específica em seu complexo em Chongqing para simular o pavimento rústico brasileiro.

O traçado é repleto de lombadas e imperfeições, justamente para garantir que a adequação ao nosso mercado seja real e não apenas teórica. Esse nível de compromisso com o ajuste de suspensão e estrutura é um diferencial que nem todas as marcas chinesas aplicam em seus projetos de exportação.

Tropicalização versus desenvolvimento exclusivo

Contudo, ao ser questionado sobre a possibilidade de criar carros totalmente inéditos para o nosso mercado, o executivo voltou a focar nas modificações profundas feitas no Uni-T.

Isso indica que, por enquanto, a Changan não deve seguir os passos da BYD no desenvolvimento de modelos exclusivos para o Brasil. A prioridade imediata da empresa reside em realizar uma tropicalização verdadeira sobre sua base global de modelos já existentes.

CAOA Changan Uni-T [divulgação]
CAOA Changan Uni-T [Divulgação]

Você teria um carro da Changan sabendo dessa adaptação para o Brasil? Conte nos comentários.


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10 comentários em “Caoa Changan terá 40 concessionárias no Brasil e algumas rachadas com Chery e Ford”

  1. António José Chicolassonhi

    Saudações a toda equipa, gostaria que esta empresa se instalasse em Angola

  2. Marcelo castro

    Maravilha de Automóvel. Sim

  3. Luiz Eduardo Aleixo garcia

    Sim teria

  4. Deivid Oliveira

    Sim, teria um, desde de que não seja um SUV

  5. José Carlos

    Não vejo a hora de ter na minha cidade para fazer o test drive.

  6. JOSE HERCULANO DA SILVA SOBRINHO

    Impossível dizer sim ou não, sem antes SABERMOS de todas as especificações técnicas “Básicas” e o preço sugerido p/ todas as versões que existirem.

  7. Gilmar Gonçalves Braga

    Estou esperando pra trocar meu Tiggo 7 2023 por um changan

  8. Julival Santos Reis

    Changan tem que chegar logo e entrar com bons carros. Chegar chegando e dizer pra que veio (BONS CARROS E VALORES COMPETITIVOS).

  9. Emerson

    Sim!
    Com certeza.
    Até porquê, a CAOA, não irá dar um mole para se queimar. Visto que, ela vem fazendo um belo trabalho com a Chery.
    Confiança não se compra, se constrói.
    E confiança não tem preço.
    Parabéns CAOA!

  10. Murilo

    Certamente eu compraria o Uni-T. Lindo, completo, preço competitivo, adaptado para nossas estradas esburacadas e fabricado no Brasil. Porque não?

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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