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Changan aposta em híbrido sem recarga que promete até 33,5 km/l 

Nova plataforma BlueCore Super Engine combina um motor elétrico e combustão para ter máxima eficiência

4 min de leitura

A Changan, montadora chinesa que estreia no Brasil em parceria com a Caoa, apresentou uma nova geração do sistema híbrido chamado de BlueCore Super Engine que surge como evolução da atual BlueCore, trazendo eficiência energética como principal destaque, além disso, reforça o plano da marca de crescer fora da China.

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Na prática, o que mais chama atenção é o consumo. A fabricante fala em até 33,5 km/l, ou seja, cerca de 2,98 l/100 km, número bem acima do que vemos em híbridos tradicionais. Isso acontece porque o sistema prioriza híbrido pleno usa o motor elétrico na maior parte do tempo, enquanto o motor a combustão entra como apoio, principalmente em situações específicas.

Como funciona

Diferente de híbridos convencionais, que alternam bastante entre motor elétrico e combustão, a Changan adotou uma lógica mais próxima de um carro elétrico. Ou seja, você roda grande parte do tempo no modo elétrico, principalmente no trânsito urbano, onde há muito o anda e para.

Chagan Uni-K azul de traseira
Chagan Uni-K [divu;gação]

Em um carro comum, o motor a combustão perde eficiência nessas condições, porém, nesse sistema, o motor elétrico assume esse papel, reduzindo consumo e melhorando a suavidade na condução, segundo a Changan

Por isso, a fabricante investiu pesado no desenvolvimento. Foram cerca de 2 bilhões de yuan (cerca de R$ 1,5 bilhão), ao longo de seis anos de projeto. Mais de mil engenheiros participaram do desenvolvimento, com apoio do centro de pesquisa da Changan em Birmingham, no Reino Unido.

Changan Uni-V [divulgação]
Changan Uni-V [divulgação]

Para validar tudo isso, a fabricante rodou mais de 2 milhões de quilômetros em testes, passando por 70 tipos diferentes de terreno ao redor do mundo. As mudanças foram feitas nos motores que receberam novos sistemas de injeção direta de alta pressão, que trabalham com pressão de até 500 bar. 

Isso quer dizer que quanto maior a pressão, melhor o combustível é pulverizado dentro do motor, o que melhora a queima, aumenta a eficiência e reduz consumo e emissões. Além disso, outros avanços foram feitos na maior integração do motor elétrico com o propulsor a combustão.

Changan Deepal G318 amarelo de frente
Changan Deepal G318 [divulgação]

Com isso, o conjunto entrega respostas rápidas, torque imediato e funcionamento silencioso, algo que tenta imitar a sensação de dirigir um carro 100% elétrico ou híbrido plug-in quando está somente no modo elétrico, porém sem depender exclusivamente de pontos de recarga.

Desenvolvimento global

A BlueCore Super Engine é peça-chave do plano Vast Ocean, no qual a Changan quer vender 750 mil carros fora da China até 2026. A ideia é oferecer ao consumidor o melhor dos dois mundos, ou seja, a praticidade de abastecer com combustível e a eficiência de um sistema eletrificado.

CAOA Changan Uni-T [divulgação]
CAOA Changan Uni-T [divulgação]

Isso faz ainda mais sentido em mercados como o Brasil, onde a infraestrutura de recarga ainda cresce, mas não atende todo mundo. Assim, o híbrido pleno vira uma solução mais prática para quem quer economizar combustível sem mudar completamente a rotina sem precisar parar para carregar.

Vale lembrar que a Changan está estreando no Brasil com o SUV Uni-T com motor somente a combustão e já confirmado para ser produzido na  na fábrica de Anápolis (GO), onde também é fabricado os carros da Caoa Chery. Desta forma, não seria surpresa ver essa tecnologia por aqui no futuro. 

Você acredita que híbridos ultra eficientes são melhores no Brasil que os híbridos plug-in? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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