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Fiat lança edição chique de hatch por razões governamentais

Fiat Pandina Tributo Autobianchi só existe porque a Stellantis poderia perder o controle sobre o nome da marca italiana clássica

3 min de leitura

Séries especiais de carros são criadas com vários objetivos. Em geral, servem para celebrar algo, testar novos componentes perante o público ou simplesmente deixar um carro mais legal. Mas, dessa vez, a Stellantis precisou criar uma edição limitada do Fiat Pandina por conta de uma lei italiana.

De acordo com uma lei recentemente estabelecida na Itália, o governo pode assumir o controle do registro de patentes de marcas de carros caso seus nomes deixem de ser utilizados por cinco anos consecutivos. Ou seja, uma marca que encerrou suas atividades há anos pode perder o nome para o governo se não tiver nenhum produto com essa identificação.

Entre as marcas italianas extintas que fazem parte do portfólio da Stellantis estão a Autobianchi e a Innocenti. Com medo de que marcas chinesas tomem algum desses nomes para si, algo que elas visam fortemente, a Stellantis decidiu criar o Fiat Pandina Tributo Autobianchi.

Fiat Pandina Tributo Autobianchi frete
Fiat Pandina Tributo Autobianchi [divulgação]

Um Fiat Pandina mais refinado

Criada em 1955, mas fechada em 1995, a Autobianchi não era uma marca de luxo. Ainda assim, a Fiat decidiu adotar uma abordagem refinada para o Pandina. Isso porque, em seus últimos anos, a Autobianchi vendeu o Y10, uma variante mais sofisticada do Panda. Depois, o modelo migrou para a Lancia, que é, de fato, uma marca premium.

Por conta disso, o maior investimento ficou no interior. Os bancos são revestidos de microfibra na cor areia, com o logotipo da Autobianchi nos encostos de cabeça. O mesmo tom claro aparece no revestimento plástico do painel e no tecido das portas.

Fiat Pandina Tributo Autobianchi [divulgação]
Fiat Pandina Tributo Autobianchi [divulgação]

Ao ligar o Fiat Pandina, o logotipo da Autobianchi aparece tanto no painel de instrumentos totalmente digital quanto na central multimídia. Por fora, ele recebe a cor exclusiva Platino, uma espécie de cobre muito parecida com a tonalidade que a Lexus usa em seus carros.

Além disso, o modelo traz rodas de liga leve de 15 polegadas com desenho exclusivo e o logotipo da Autobianchi no lugar do emblema da Fiat. Como é baseado na versão Cross, ele tem detalhes em preto fosco e estilo aventureiro. Contudo, os elementos prateados do Pandina Cross foram substituídos por peças em preto brilhante.

Fiat Pandina Tributo Autobianchi [divulgação]
Fiat Pandina Tributo Autobianchi [divulgação]

Outro detalhe é a tampa do porta-malas pintada de preto, como acontecia no Autobianchi Y10 e também no Volkswagen up! TSI vendido no Brasil.

Motor 1.0 semi-híbrido

Por ser meramente uma edição especial, o Pandina não teve alterações mecânicas. Ele conta com o mesmo motor 1.0 Firefly de três cilindros aspirado usado no Brasil nos Fiat Argo, Cronos e Mobi, além dos Citroën C3 e Basalt e do Peugeot 208.

Entretanto, o motor trabalha com um sistema semi-híbrido (MHEV) e rende 70 cv. Já o conjunto brasileiro entrega 75 cv por conta do uso de etanol.

Fiat Pandina Tributo Autobianchi [divulgação]
Fiat Pandina Tributo Autobianchi [divulgação]

Outra diferença está na transmissão: na Itália, o Pandina usa um câmbio manual de seis marchas, enquanto o Brasil ainda utiliza uma caixa antiga de cinco velocidades. Apesar do visual semelhante ao do Panda 4×4, o Pandina Cross tem tração apenas dianteira.

Na Itália, o modelo será vendido por 15.400 euros, o equivalente a R$ 87 mil.

Você teria um Fiat Pandina? Conte nos comentários.

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