A Ford já traçou a estratégia para sua nova caminhonete. Com o nome mantido sob sigilo, ela fará a primeira aparição global ainda este ano. Embora a produção na fábrica de Louisville, nos Estados Unidos, esteja agendada apenas para 2027, o fabricante do oval azul quer abrir as reservas logo após a apresentação nos próximos meses. O objetivo é garantir uma fila de espera robusta desde o primeiro dia.
A pressa em revelar a nova caminhonete tem um forte motivo estratégico. Aliás, o desenvolvimento está a cargo de uma divisão especial da Ford na Califórnia, criada com a missão de projetar soluções para competir diretamente com a forte ofensiva chinesa no segmento de elétricos. O grande objetivo é viabilizar um veículo a bateria altamente lucrativo.
A meta é posicionar na faixa abaixo dos US$ 30.000 (algo em torno de R$ 152.433, em conversão direta). Portanto, para atrair jovens, conectados e que priorizam o custo-benefício no uso diário, a Ford aposta alto em tecnologia embarcada. A caminhonete será totalmente definida por software, funcionando na prática como um smartphone gigante sobre rodas.

Essa arquitetura eletrônica permitirá atualizações remotas (OTA) em tempo real, sem necessidade de visitas à concessionária. Além disso, contará com o assistente de condução semiautônoma BlueCruise e uma cabine digital de última geração, de acordo com informações do Ford Authority.
Desempenho de Mustang e espaço de SUV
A Ford adianta que a aceleração da nova caminhonete será equivalente à de um Mustang EcoBoost. Na cabine, o aproveitamento de espaço promete superar o do atual Toyota RAV4, contando ainda com a versatilidade de um porta-malas dianteiro (frunk).
A nova caminhonete da Ford será encarregada de estrear a plataforma modular Universal Electric Vehicle (UEV). No entanto, essa nova base de baixo custo dará origem a uma família completa de elétricos para ganhar escala global, incluindo SUVs de cinco e sete lugares, sedans e até uma van comercial.

Sobretudo, a caçamba também foi projetada para dispensar suportes externos ou racks de teto. Afinal, permite que o proprietário acomode e tranque pranchas de surfe ou outros equipamentos volumosos com total segurança dentro do próprio compartimento.
E você, acha que a nova caminhonete elétrica da Ford terá força para frear a invasão das marcas chinesas? Escreva nos comentários!


