A Geely registrou um novo marco na indústria automotiva ao alcançar consumo equivalente a 45 km/l com seu sistema híbrido pleno i-HEV, certificado pelo Guinness World Records, e que estará presente no Geely Xingyue L, o equivalente ao nosso Renault Koleos.
O resultado veio de um consumo de 2,2 litros a cada 100 km, padrão usado na Europa, que convertido para nossa realidade chega justamente aos 45 km/l. Além disso, o sistema também atingiu 48,4% de eficiência térmica, um dos maiores níveis já registrados em motores a combustão produzidos em larga escala.
O que significa essa eficiência
Quando falamos em eficiência térmica, estamos medindo quanto da energia do combustível realmente vira movimento nas rodas. Em motores comuns, boa parte dessa energia se perde em forma de calor, o que reduz o rendimento geral do carro.

Nesse caso, a Geely conseguiu aproveitar quase metade da energia gerada, o que explica o consumo extremamente baixo. Isso quer dizer que o motor desperdiça menos energia e trabalha de forma muito mais eficiente, principalmente quando combinado ao sistema elétrico.
Como funciona o sistema híbrido i-HEV
O sistema i-HEV é um híbrido pleno, ou seja, não precisa de recarga externa como acontece em modelos plug-in. Na prática, ele tem a mesma filosofia híbrida plena de um Toyota Corolla Hybrid e Honda Civic e:HEV, mas obviamente cada um com sua forma de atuação.

O carro usa um motor a combustão junto com um motor elétrico, que trabalham em conjunto o tempo todo, ou o elétrico sozinho, para reduzir o consumo.
Além disso, o sistema recarrega a bateria automaticamente, seja em frenagens ou com o próprio motor a combustão, gerando energia. Por isso, o motorista não precisa se preocupar em carregar o carro na tomada, diferente de um plug-in como o BYD King, por exemplo.
Inteligência artificial e gestão de energia

O grande segredo do i-HEV é a utilização de inteligência artificial para decidir quando usar cada fonte de energia. Com isso, o sistema analisa velocidade, aceleração e condições de condução para escolher o modo mais eficiente em cada momento.
Por exemplo, em baixa velocidade, o carro prioriza o motor elétrico, que consome menos e responde melhor no trânsito. Já em velocidade constante, o motor a combustão assume o papel principal, sempre buscando o menor consumo possível. Desta forma, o carro alterna automaticamente entre os dois sistemas, sem intervenção do motorista.

Além do motor a combustão ser extremamente eficiente e a forma como ele trabalha com motor elétrico, outro segredo para um consumo baixo é em relação ao uso de baterias menores, geralmente entre 1 e 2 kWh, bem menores que as de híbridos plug-in.
Isso reduz peso e custo, além de exigir menos materiais, o que torna o sistema mais acessível e eficiente. Para comparar, um híbrido plug-in pode usar baterias entre 8 e até mais de 30 kWh, o que aumenta o peso total do carro.

Além disso, sistemas maiores precisam de mais componentes, como cabos e módulos extras, o que também impacta no consumo.
Aplicação nos carros da Geely
A Geely pretende aplicar esse sistema de início em modelos vendidos na China nos sedãs e SUVs como Preface (Xingrui) e Monjaro (Xingyue L). Vale lembrar que o Monjaro é irmão do Renault Koleos, já que trata-se do mesmo carro desenvolvido em mercados específicos.

Além disso, a fabricante chinesa pretende expandir o uso do i-HEV para outros modelos a partir de 2026.
Podemos ver essa tecnologia no futuro no Brasil
No Brasil, a Geely já iniciou sua operação, mas somente com carros elétricos, como o EX2 e o EX5. Porém, a grande novidade é o EX5 EM-i, um híbrido plug-in que chega em breve ao nosso mercado. E, embora não exista confirmação dessa tecnologia em nosso mercado, essa solução mostra um caminho para o futuro dos carros híbridos da Geely.
E você, acha que híbridos assim fazem mais sentido que carros híbridos plug-in? Deixe seu comentário!



