Ao vivo
Home » Novidades » Hyundai pressiona EUA a manterem tarifas astronômicas contra carros chineses

Novidades

Assustam os Estados Unidos

Hyundai pressiona EUA a manterem tarifas astronômicas contra carros chineses

Hyundai exige que os EUA mantenham tarifas astronômicas contra carros chineses. CEO alerta para colapso na Europa e elétricos 40% mais baratos

2 min de leitura

As tarifas de 100% sobre veículos elétricos ainda seguram o avanço chinês nos Estados Unidos, enquanto as marcas tradicionais já trabalham em clima de forte apreensão. O estopim recente veio após acenos do presidente Donald Trump à instalação de fábricas asiáticas em solo americano desde que empreguem mão de obra local.

Diante do cenário, a Hyundai assumiu a linha de frente do lobby corporativo para impedir o afrouxamento das barreiras comerciais. José Muñoz, CEO global da Hyundai Motor, alertou expressamente que os Estados Unidos correm o risco de repetir o colapso visto na Europa. Além disso, o executivo citou o Reino Unido como o caso mais crítico do continente.

Sem barreiras tarifárias contra os carros da China, sobretudo, o mercado britânico, um dos mais rentáveis do mundo, observou as marcas asiáticas abocanharem 15% de todas as vendas de veículos novos, ameaçando a dominância das marcas tradicionais.

Pressão das marcas americanas

A movimentação da Hyundai reflete um temor generalizado na indústria norte-americana. O Conselho de Política Automotiva Americana (AAPC, representante de Ford, General Motors e Stellantis, rebateu o aceno presidencial ao acusar os fabricantes chineses de operarem com concorrência desleal. Aliás, a entidade destacou que o avanço das marcas asiáticas apoia-se em pesados subsídios estatais e manipulação cambial.

Mesmo com o cerco protecionista, a cúpula das montadoras locais encara a ameaça como uma questão de tempo. O próprio CEO da Ford, Jim Farley, admitiu a executivos que espera a chegada definitiva dos chineses aos Estados unidos em até dez anos.

Ford Ranger Raptor [Auto+/Luiz Forelli]

A preocupação tem fundamento prático: Muñoz aponta que, mesmo com as taxas recentes aplicadas pela União Europeia, os elétricos vindos da China chegam às concessionárias europeias custando entre 30% e 40% menos que os rivais diretos, atropelando as margens das montadoras ocidentais.

Com carros elétricos até 40% mais baratos, os EUA devem manter o protecionismo para salvar a indústria local ou liberar o mercado para beneficiar o bolso do consumidor? Deixe sua opinião nos comentários.

Deixe um comentário