No Brasil, o Hyundai Tucson fez sucesso com 21 anos de história. Todavia, a última geração comercializada por aqui foi a terceira, que ainda era produzida em Anápolis (GO), porém a montagem teve fim em abril de 2025, depois do encerramento industrial com a CAOA. Enquanto isso, lá fora, a quarta geração, chegou em 2020 e nunca deu as caras por aqui. E agora é vez da sexta geração, que começa pela Coreia do Sul em 2026.
Tucson ficou bem mais quadrado
A dianteira abandonou aquela enorme grade cheia de elementos geométricos e agora segue a filosofia Art of Steel, com linhas muito mais retas, capô alto e iluminação horizontal. Além disso, dependendo da versão, os faróis usam até 25.600 pequenos pixels de LED, enquanto a assinatura luminosa forma um grande H nas extremidades.
De lado, o Tucson também ficou mais musculoso, com caixas de roda bastante marcadas, superfícies mais limpas e uma carroceria que parece quase desenhada com régua. Já atrás, as lanternas também exploram a assinatura em H e recebem um desenho tridimensional.

Com isso, o SUV ficou bem distante daquela quarta geração cheia de vincos, justamente porque a Hyundai resolveu mudar outra vez completamente sua linguagem.
Também ficou maior
Nos Estados Unidos, onde será vendido com entre-eixos longo, o novo Tucson mede 4,70 metros de comprimento, 1,90 m de largura e 1,68 m de altura. Além disso, o entre-eixos agora chega a 2,78 m. Na comparação com o anterior, são 6 cm extras no comprimento, 4 cm na largura, 2 cm na altura e 3 cm entre os eixos.

Curiosamente, a Hyundai também aumentou o ângulo de abertura das portas traseiras de 73° para 83°. Já a versão europeia será um pouco menor, com 4,56 metros de comprimento e 2,68 m de entre-eixos. Assim, mais uma vez teremos Tucson com tamanhos diferentes dependendo do mercado.
Por dentro mudou ainda mais
Se por fora o Tucson ficou quadrado, por dentro a Hyundai resolveu limpar bastante o desenho. A cabine agora usa o novo sistema Pleos Connect, com uma central de 12,9 polegadas nas versões mais simples e uma enorme tela de 17 polegadas nas configurações superiores. Além disso, o painel digital de 9,9 polegadas fica separado e diretamente na linha de visão do motorista.

Pelo menos, porém, a Hyundai não colocou absolutamente tudo dentro da multimídia. Logo abaixo da tela continuam botões físicos para funções importantes de áudio e climatização, enquanto o seletor do câmbio fica na coluna de direção.
Além disso, entram iluminação ambiente, carregadores por indução, comandos por inteligência artificial e atualizações remotas. Ou seja, mudou bastante, mas ainda parece um interior pensado para ser usado dirigindo, não apenas para ficar bonito em foto.
Até 288 cv no híbrido plug-in

Na parte mecânica, a Hyundai continuará oferecendo caminhos diferentes dependendo do mercado. Nos Estados Unidos, o motor de entrada será um novo 1.6 turbo de quatro cilindros semelhante ao bloco do Creta, porém lá oferecendo 184 cv. Além disso, haverá o híbrido, que combina o mesmo 1.6 turbo a um motor elétrico e entrega 233 cv e faz 17,9 km/l.
Já globalmente, o Tucson também continuará com um híbrido plug-in. Neste caso, o conjunto chega a 292 cv enquanto a bateria de 17,1 kWh permite até 81 km de autonomia elétrica. Curiosamente, essa versão não irá para os EUA em 2027.

Dependendo da versão, aparecem tração dianteira ou integral e transmissões automáticas de seis ou oito marchas. Portanto, a Hyundai não transformou o Tucson em um SUV exclusivamente eletrificado, mas ampliou bastante a importância dos híbridos.
E ainda existe o Tucson XRT
Para quem gosta daquela aparência mais aventureira, a Hyundai também manteve o XRT, só que agora ele vai um pouco além do plástico preto. O novo XRT Pro aumenta o vão livre para 210 mm, 30 mm acima das versões convencionais, recebe pneus de uso misto e traz o Smart Terrain Assist. Com isso, o sistema identifica as condições do piso e consegue ajudar no controle do carro fora do asfalto.
E o Brasil?

Por aqui, entretanto, a Hyundai não confirmou absolutamente nada sobre o novo Tucson e pode ser que não veremos ele por aqui, pelo menos tão cedo. Isso porque a estratégia brasileira terá outro caminho.
Enquanto o Tucson cresce em sofisticação, tecnologia e preço lá fora, a Hyundai prepara a nova geração do Creta bem maior para ocupar justamente o segmento de SUVs médios por aqui que compartilhará plataforma com o Chevrolet Tracker de nova geração.

Além disso, o novo Creta será unificado globalmente com o Kona, portanto, os dois passarão a ser praticamente o mesmo carro, recebendo nomes e algumas adaptações diferentes dependendo do mercado. No Brasil, esse SUV continuará se chamando Creta e será eletrificado, programado para 2028.
Por isso, trazer o novo Tucson importado ao Brasil ficaria bem mais difícil de justificar. Caso ele venha, ficaria acima desse futuro Creta híbrido e faria uma boa escadinha. Porém seu preço pode ser alto demais devido a importação para brigar em um nicho pequeno proporcionalmente pelo seu valor. Contudo, nada é descartado, e a nova geração pode fazer parte da estratégia. Resta esperar.
Mas e você, gostaria de ver o novo Hyundai Tucson novamente no Brasil? Deixe seu comentário!


