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Faria esse acordo?

MG lança SUV de 7 lugares eletrificado e cobra mensalidade pela bateria

Dá para comprar o MG Hector Tomahawk com as baterias ou alugá-las e pagar menos pelo SUV

5 min de leitura

A indústria automotiva cada vez mais encontra maneiras de ganhar dinheiro com os carros para além da própria venda. Enquanto algumas marcas cobram mensalidades por serviços conectados, outras passaram a vender pacotes de assinatura para liberar bancos aquecidos. Mas a MG agora quer vender um SUV e alugar as baterias.

Lançado na Índia, o MG Hector Tomahawk, para começo de conversa, nem mesmo é um carro desenvolvido originalmente pela MG. Trata-se de um Wuling Starlight 560, modelo criado pela marca chinesa de baixo custo da parceria entre SAIC e GM. Tanto que o Wuling Starlight S é vendido no Brasil como Chevrolet Captiva EV. Além disso, o Hector Tomahawk usa o mesmo volante do Spark EUV.

Lá na Índia, o MG Hector Tomahawk terá uma versão 100% elétrica e outra PHEV. O grande truque da marca britânica que fala mandarim é alugar as baterias para reduzir o preço final do carro.

MG Hector Tomahawk [divulgação]
MG Hector Tomahawk [divulgação]

SUV da MG custa menos sem as baterias

Na versão elétrica, a marca pede 1.949.000 rúpias com as baterias inclusas, valor equivalente a R$ 105.143. Porém, ao optar pelo serviço BaaS (Battery-as-a-Service), o MG Hector Tomahawk EV passa a custar 1.399.000 rúpias, ou R$ 75.481.

Em contrapartida, o proprietário paga pelo uso da bateria. O serviço gera uma cobrança de 490 rúpias por km rodado, equivalente a R$ 0,26. Dessa forma, quanto mais o carro roda, maior será a mensalidade.

MG Hector Tomahawk [divulgação]
MG Hector Tomahawk PHEV [divulgação]

Já no caso da versão PHEV, o Hector Tomahawk custa 2.570.000 rúpias, ou R$ 138.730, no valor cheio. Com o serviço de aluguel de baterias, o SUV sai por 2.179.000 rúpias, equivalente a R$ 117.618. Nesse caso, o custo por km rodado é mais baixo e fica em R$ 0,17.

A marca usa os sistemas conectados do carro para medir a quilometragem percorrida e, assim, calcular a cobrança mensal. Portanto, o desconto na compra inicial vem acompanhado de uma nova despesa durante toda a utilização do SUV.

MG Hector Tomahawk [divulgação]
MG Hector Tomahawk [divulgação]

Versão elétrica tem o mesmo motor da Chevrolet Captiva EV

Debaixo do capô, o MG Hector Tomahawk EV usa um motor dianteiro de 204 cv, exatamente o mesmo do Chevrolet Captiva EV. Além disso, ele usa baterias de 69,2 kWh, capazes de garantir 500 km de autonomia com uma carga completa.

No sistema de aluguel, rodar com o SUV da MG até esgotar completamente a bateria renderia uma conta de cerca de R$ 130 no final do mês, além do próprio custo da recarga.

MG Hector Tomahawk [divulgação]
MG Hector Tomahawk [divulgação]

Já a versão PHEV traz um motor 1.5 quatro cilindros aspirado ligado a um sistema elétrico, mas a marca não divulgou a potência nem o torque totais. Nesse caso, as baterias são menores, com 20,5 kWh, o que rende 115 km de autonomia somente na eletricidade. Com o tanque cheio e as baterias recarregadas, o SUV chega a 1.100 km de autonomia. A mensalidade do aluguel da bateria fica em torno de R$ 187 para percorrer essa distância.

Frente muda conforme a motorização

A depender da versão, o MG Hector Tomahawk muda bastante a dianteira. O para-choque da variante PHEV tem um falso quebra-mato cinza que faz parecer uma dentadura de plástico. Ele fica conectado à grade frontal baixa e às aberturas de ar posicionadas abaixo dos faróis.

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Já no modelo elétrico, o SUV usa uma barra que conecta os faróis, enquanto o para-choque adota um desenho mais limpo. A entrada de ar na parte inferior recebe decoração com pequenos pontos cromados. A traseira é igual nas duas versões e conta com lanternas cujo desenho lembra o antigo Chevrolet Equinox. Assim, a principal diferença visual entre as configurações aparece mesmo na parte dianteira.

Cabine chinesa com três fileiras

A cabine segue a escola chinesa de design, com central multimídia gigante e flutuante acompanhada por um painel de instrumentos totalmente digital. O SUV ainda conta com um console central grande, dois carregadores de celular por indução e bastante material macio revestindo o painel e as portas.

Como os indianos gostam de acabamento claro, o MG Hector Tomahawk traz revestimento bege. Além disso, a MG sempre vende o SUV com três fileiras de bancos e sete lugares.

Pelo menos neste momento, o Hector Tomahawk seguirá como um produto exclusivo para a Índia. Entretanto, o sistema de aluguel de baterias mostra mais uma forma encontrada pelas montadoras para reduzir o preço inicial de um carro eletrificado sem necessariamente abrir mão de ganhar dinheiro depois da venda.

Você pagaria uma mensalidade pelas baterias do seu carro só para ele custar menos na hora da compra? Conte nos comentários.

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