A nova geração da Volkswagen Amarok é fruto de uma parceria estratégica entre o fabricante alemão e a gigante chinesa SAIC Motor. Conhecida pelo codinome Projeto Patagônia, a caminhonete está prevista para estrear no mercado brasileiro em 2027. O investimento é de US$ 580 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões em conversão direta).
Embora a expectativa seja alta, o cronograma original já enfrenta desafios. A produção da Volkswagen Amarok atual deve ser encerrada no segundo semestre de 2026, mas contratempos logísticos e dificuldades com fornecedores para assegurar componentes podem atrasar o início da fabricação da nova geração em até quatro meses.
Caso isso se confirme, de acordo com a Quatro Rodas, a Volkswagen já possui um plano de contingência: manter a geração atual em linha por mais tempo na planta de General Pacheco, na Argentina. A unidade produz a Amarok desde 2009 e servirá o mercado até que a nova arquitetura esteja 100% validada.


DNA brasileiro sobre plataforma chinesa
Diferente da caminhonete vendida hoje, que utiliza uma base própria da Volkswagen desenvolvida há mais de uma década, a futura Amarok surgirá a partir da joint-venture com a SAIC. Uma parceria que remonta a 1984. A arquitetura escolhida é a mesma da Maxus Interstellar X, uma arquitetura moderna e modular.
No entanto, a Volkswagen garante que a nova caminhonete não será apenas uma cópia do utilitário chinês. O projeto terá identidade própria e acerto específico para o mercado sul-americano. O visual, inclusive, está sob a responsabilidade de José Carlos Pavone, chefe de design da marca para as Américas.

A receita mistura a produção argentina com o design brasileiro e a tecnologia chinesa, resultando em uma caminhonete que deve atingir os 5,50 metros de comprimento. Ou seja, cerca de 30 centímetros a mais que o modelo atual. Isso é comprovado pelos novos flagras enviados por Marcelo Alixandre, em Iracemápolis (SP), que mantém a pegada e a identidade da Maxus Interstellar X.
Eletrificação e o mistério do V6 na Volkswagen Amarok
Um dos maiores trunfos da base SAIC é a versatilidade energética. A plataforma já foi concebida para aceitar diferentes níveis de eletrificação, o que abre as portas para versões semi-híbridas (48V), híbridas plug-in (PHEV), para bater de frente com a Ranger PHEV, e até uma variante 100% elétrica.
A motorização, contudo, ainda é tratada como uma incógnita. Atualmente, o motor 3.0 V6 turbodiesel de 258 cv é o queridinho do público brasileiro por seu desempenho. Entretanto, para 2027, o fabricante estuda duas rotas: manter o V6 aliado a um sistema híbrido para atender às futuras normas de emissões ou adotar conjuntos mecânicos totalmente novos vindos da prateleira da SAIC. Independentemente da escolha, a capacidade de carga acima de uma tonelada segue como requisito obrigatório.


Salto tecnológico e o peso da SAIC
A nova Volkswagen Amarok também promete mais tecnologia e podemos esperar um interior digital de última geração, câmeras 360° e sistemas avançados de condução semiautônoma (ADAS).

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No momento atual e futuro que vivemos camionetas movidas a Diesel, é um produto supérfluo, ecologicamente prejudicial e do ponto de vista econômico um desperdício de dinheiro, já estou vendo esses caros perdendo mercado vai virar um monte de ferros por aí.