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Por que a cor de lançamento dos carros quase sempre sai de linha?

Amarelo, laranja e azul chamam atenção na estreia, mas costumam sumir do catálogo. Entenda a estratégia por trás das cores de lançamento

3 min de leitura

Você já reparou que quase todo carro novo chega ao mercado ostentando uma cor vibrante e inédita? Essa tonalidade mais chamativa ganha os holofotes em todas as campanhas publicitárias da montadora e domina a frota de imprensa usada em testes, vídeos e redes sociais. O detalhe é que, passado o barulho da estreia, a grande maioria dessas cores simplesmente desaparece do catálogo. Mas qual é a razão por trás disso?

Existe toda uma engenharia de marketing no processo. Com a frota de rua dominada pelo trio prata, preto e branco e, mais recentemente, pelo tom cinza durepox, usar um tom berrante é indispensável para destacar o modelo nas fotos, capas de revistas e feeds do celular.

Um exemplo que ocorreu foi com o tom laranja do Renault Kardian. Aliás, a estratégia cumpre o papel de prender o olho do consumidor e fixar a imagem do carro na memória. Então, se o impacto visual funciona tão bem, por que essas cores costumam ter vida curta?

O peso do custo e a lei da oferta

O primeiro fator é puramente financeiro. A montadora consegue custos mais baixos de produção com tintas neutras porque as encomenda em volumes colossais com os fornecedores para abastecer diversos modelos da gama. Já as cores de lançamento costumam ser exclusivas de um único veículo, o que encarece o lote de tinta e encarece o processo na linha de montagem.

Há também a resistência do próprio consumidor final. Embora a cor chamativa chame a atenção nas fotos, na hora de fechar negócio muitos compradores recuam por medo do cansaço visual ou da desvalorização na hora da revenda.

piores gerações de carros de sucesso
Chevrolet Montana [Divulgação]

Por conta disso, diversas marcas já planejam a produção dessas tonalidades exclusivamente para o primeiro ou segundo ano de vida do modelo. Algumas exceções conseguem romper essa regra e virar marca registrada, como o Vermelho Sunset do Volkswagen Nivus ou o Azul Spring do Citroën C3.

No fim das contas, a permanência da cor no catálogo é ditada puramente pela oferta e procura. Se o público continua comprando, ela fica. Caso contrário, a marca encerra os lotes de tinta para não correr o risco de acumular estoques encalhados nos pátios das concessionárias.

E você, teria coragem de encarar um carro com uma cor de lançamento bem chamativa na garagem ou prefere não arriscar na hora da revenda? Deixe sua opinião nos comentários!

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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