O ano de 2026 certamente ficará marcado dentro da Ford como o ano dos recalls. Isso porque a marca do oval azul já convocou praticamente 10 milhões de carros para reparos nas concessionárias apenas nos quatro primeiros meses do ano. E, se o ritmo continuar assim, esse número ainda pode crescer bastante até dezembro.
Até o momento, a Ford já emitiu 34 recalls em nível global, afetando 9.812.890 veículos. O maior deles, até agora, envolveu 4.380.609 carros por problemas de software relacionados ao sistema de reboque. Dentro desse chamado gigantesco, a picape F-150 foi o modelo mais afetado, com 1.135.063 unidades convocadas.
Além da F-150, outros modelos também entraram nas campanhas de reparo da marca. Entre eles estão E-Transit, Ranger, Expedition, Maverick, F-250 e o SUV de luxo Lincoln Navigator. Algumas dessas unidades, inclusive, foram chamadas no Brasil para reparos preventivos.

Ford ainda está longe do recorde da GM
Apesar dos números impressionarem, o recorde histórico ainda pertence à General Motors. A gigante americana chegou a emitir 153 recalls, afetando mais de 13 milhões de carros em uma única onda de chamados globais. Ainda assim, a Ford já começa a se aproximar perigosamente desse patamar, especialmente pelo volume acumulado em tão pouco tempo.
Vale lembrar que um recall só acontece quando a montadora identifica defeitos de fabricação que possam comprometer a segurança dos ocupantes. Dependendo do problema, existe risco de acidentes, incêndios, falhas mecânicas ou perda de controle do veículo.

Por isso, todas as campanhas de recall precisam ser realizadas gratuitamente pelas fabricantes. Os reparos acontecem nas concessionárias autorizadas e podem ocorrer em diferentes fases. Um dos maiores exemplos disso é o caso dos airbags Takata, que segue com chamados ativos até hoje em várias marcas.
Apesar do impacto negativo para a imagem da fabricante, recalls também funcionam como uma forma de corrigir rapidamente falhas importantes antes que causem acidentes mais graves. Ainda assim, quase 10 milhões de carros convocados em apenas quatro meses é um número difícil de ignorar.

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