A segunda geração da Volkswagen Amarok compartilha a plataforma e a linha de montagem com a Ford Ranger na África do Sul, porém, a marca alemã nunca criou uma versão extrema para peitar a Ranger Raptor nas pistas de terra. Por isso, para preencher esse espaço no mercado australiano, a preparadora local Walkinshaw desenvolveu a Amarok W600. Só que oferecendo uma receita voltada para o alto desempenho no asfalto.
Aliás, o projeto cobra um preço alto pela exclusividade. A caminhonete custa na Austrália 91.990 dólares australianos (cerca de R$ 340.000 em conversão direta). O valor posiciona o utilitário entre os mais caros do segmento na região, superando outros projetos preparados, como a Mitsubishi Triton Raider e a Nissan Navara Pro-4X da Premcar.
A tabela é superior inclusive à da própria Ford Ranger Raptor no país, que parte de 90.690 dólares australianos. No mercado local, a opção da Volkswagen só perde em preço para as configurações mais equipadas da Ford Ranger Super Duty, que chegam perto da casa dos 100 mil dólares australianos.

Volkswagen Amarok W600: chassi esportivo e visual agressivo
A proposta da Walkinshaw passa longe das trilhas pesadas. O foco da preparação foi refinar a dinâmica de condução em vias pavimentadas. Portanto, o conjunto possui amortecedores esportivos Koni com amortecimento seletivo, calibração exclusiva de válvulas, barra estabilizadora traseira mais espessa e reprogramação da caixa de direção.
Além disso, o visual exibe as rodas de liga leve de 20 polegadas calçadas por pneus Michelin Pilot Sport 4 SUV. A caminhonete ainda exibe para-choque dianteiro redesenhado, alargadores das caixas de roda, os estribos retráteis elétricos e dupla saída de escape.



Cabine de luxo
Por dentro, o acabamento mostra bancos revestidos em couro Savona com aquecimento e o logotipo da Walkinshaw bordado nos encostos, pedais de alumínio, multimídia vertical com tela de 12 polegadas e sistema de som premium Harman Kardon com oito alto-falantes.
Contudo, a preparadora optou por não realizar alterações no motor 3.0 V6 turbodiesel, mantendo os originais 247 cv e 61,2 kgfm. O câmbio é automático de dez marchas e a tração 4×4 integral. Contudo, os executivos já sinalizaram que kits de aumento potência podem chegar em um segundo momento.

A marca também estuda lançar uma variante voltada ao uso off-road extremo, especulada sob a sigla W600X, para encarar a rival da Ford de igual para igual no fora de estrada.
E você, pagaria mais caro em uma caminhonete preparada para o asfalto ou prefere a receita da Ford Ranger Raptor? Escreva nos comentários.


