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Volkswagen apresenta Tiguan elétrico que substituí ID.4 que acaba de chegar ao Brasil

Novo SUV elétrico substitui ID.4 e ID.5, chega com até 299 cv e 600 km de autonomia

6 min de leitura

A Volkswagen está mudando a estratégia dos seus carros elétricos na Europa, deixando de lado os nomes formados apenas por números para aproveitar aqueles que os consumidores já conhecem. Primeiro foi o ID.2, que virou ID. Polo, depois apareceu o ID. Cross e agora chegou a vez do ID. Tiguan, novo SUV elétrico que substitui de uma só vez os atuais ID.4 e ID.5.

Curiosamente a mudança acontece bem quando o ID.4 foi lançado no Brasil custando R$ 299.990 e deixa de ser um carro de assinatura quando o conhecemos em 2023 e agora está disponível para venda como o primeiro carro elétrico da Volkswagen no Brasil de fato à venda. 

Enquanto isso, a marca alemã já prepara seu sucessor na Europa, que chega no início de 2027 e continuará convivendo com o Tiguan tradicional, vendido por lá com motores a gasolina, diesel e sistemas híbridos. A ideia é aproveitar um nome que já ultrapassou 8,3 milhões de unidades produzidas desde 2007, em vez de insistir em denominações que ainda são relativamente novas para o público.

Novo ID. Tiguan fica mais parecido com um SUV tradicional

Volkswagen ID. Tiguan amarelo estático
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

Além do nome, a Volkswagen também aproveita essas novas gerações de elétricos para abandonar parte daquele desenho arredondado que marcou os primeiros elétricos da família ID. O novo Tiguan elétrico ficou mais quadrado, com capô elevado, linhas mais retas e uma carroceria que lembra bastante os SUVs a combustão da fabricante.

A dianteira agora usa faróis de LED mais estreitos, unidos por uma barra iluminada, enquanto o para-choque ficou mais encorpado e praticamente não tem aberturas. Nas laterais, a Volkswagen também voltou a utilizar as maçanetas convencionais, deixando de lado as soluções embutidas do ID.4.

Volkswagen ID. Tiguan amarelo estático
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

Na traseira, as lanternas passam a ocupar toda a largura da tampa, enquanto a versão R-Line ainda coloca para-choques exclusivos e um visual mais esportivo. Mesmo com essa aparência mais robusta, a aerodinâmica melhorou, com o coeficiente de arrasto passando de 0,27 para 0,26.

O ID. Tiguan mede 4,62 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,62 m de altura e 2,77 m de entre-eixos, portanto cresceu apenas quatro centímetros em relação ao ID.4. Já contra o modelo a combustão vendido no Brasil, temos 4,69 m de comprimento e 2,79 m de entre-eixos. 

Interior muda bastante e Volkswagen volta aos botões físicos

Volkswagen ID. Tiguan interior
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

Todavia, uma das maiores mudanças fica no interior, já que a Volkswagen ouviu boa parte das críticas feitas aos primeiros modelos elétricos, principalmente pela quantidade exagerada de comandos sensíveis ao toque. Desta vez, o volante voltou a ter botões físicos, assim como os controles principais do ar-condicionado e do sistema de áudio.

O painel também mudou completamente e agora reúne três telas, sendo uma de 10 polegadas para os instrumentos, outra de 15 polegadas para a central multimídia e uma terceira, opcional, de 12 polegadas para o passageiro. Esta última permite assistir a vídeos e até jogar, sem que o motorista consiga visualizar o conteúdo.

Volkswagen ID. Tiguan interior
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

Outra curiosidade é que o painel poderá reproduzir os instrumentos antigos do Golf de quarta geração, com aquela iluminação azul e vermelha bastante conhecida. A multimídia também terá temas inspirados em outros Volkswagen históricos, incluindo o Fusca e o primeiro Tiguan.

Além disso, o SUV poderá trazer bancos dianteiros com ajustes elétricos, ventilação e massagem, sistema de som Harman Kardon de 480 watts, teto solar panorâmico e dois carregadores de celular por indução. O porta-malas acomoda 534 litros, enquanto o frunk tem 32 litros e pode servir para guardar os cabos de recarga. São cinco lugares, com piso praticamente plano e bastante espaço para os ocupantes traseiros.

Novo Tiguan elétrico terá até 299 cv e 600 km de autonomia

Volkswagen ID. Tiguan interior
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

Debaixo da carroceria, a Volkswagen manteve a arquitetura MEB, mas agora em uma evolução chamada MEB+, com atualizações nos sistemas elétricos e nas baterias. Dessa forma, o novo SUV terá três configurações mecânicas, todas com números diferentes de potência e autonomia.

A opção mais acessível usa um motor elétrico traseiro de 190 cv, alimentado por uma bateria de 58 kWh, com autonomia estimada em até 450 km pelo ciclo europeu WLTP. Acima dela aparece a versão de 286 cv, também com tração traseira, mas com bateria maior de 77 kWh, suficiente para alcançar até 600 km no mesmo padrão.

Volkswagen ID. Tiguan amarelo estático
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

Já a configuração mais potente acrescenta um segundo motor no eixo dianteiro, formando a tração integral 4Motion, com 299 cv e autonomia de até 560 km. Nesse caso, o ID. Tiguan acelera de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos, contra 6,6 segundos da versão intermediária e 8,5 segundos da mais simples.

Apesar das melhorias, a arquitetura continua trabalhando com carregamento próximas às do ID.4. A bateria menor aceita até 105 kW em corrente contínua, enquanto as configurações de 77 kWh chegam aos 165 kW. 

Volkswagen ID. Tiguan amarelo estático
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

Com isso, a recarga de 10% a 80% leva cerca de 26 e 29 minutos, respectivamente. É um tempo razoável, mas que já fica atrás dos rivais chineses e coreanos que já usam arquitetura de 800 volts e que carregam bem mais rápidos.

E o Volkswagen ID. Tiguan no Brasil?

Na Europa, o novo ID. Tiguan terá quatro versões de acabamento, Trend, Life, Style e R-Line, com preços a partir de 42.695 euros (aproximadamente R$ 238 mil) na Alemanha. A pré-venda começa em 13 de outubro, enquanto as primeiras entregas estão previstas para o início de 2027.

Volkswagen ID. Tiguan estático
Volkswagen ID. Tiguan [Divulgação]

O SUV será produzido em Emden, na Alemanha, na mesma fábrica que atualmente monta o ID.4 que está com os dias contados para finalizar sua produção no início de 2027. Já o Tiguan tradicional continuará saindo de Wolfsburg, mantendo as duas opções de motorização dentro da linha da fabricante. Para o Brasil, porém, a Volkswagen ainda não confirmou a chegada do ID. Tiguan. 

E você, acha que a Volkswagen acertou ao abandonar os nomes numéricos e aproveitar o Tiguan para seu novo SUV elétrico? Deixe seu comentário! 

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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