A Volkswagen aproveitou a Festa do Peão de Barretos, entre 20 e 30 de agosto de 2026, para mostrar um pouco mais da nova geração da Amarok. Ainda muito camuflada, a caminhonete média apareceu oficialmente diante do público. Embora a marca tenha escondido boa parte do desenho, confirmou um dos pontos principais e importantes: a próxima Amarok será a mais potente da história e terá eletrificação.
A revelação acontece depois de vários flagras no Brasil e na Argentina. Até agora, víamos protótipos bastante escondidos, alguns deles praticamente usando a carroceria da Maxus Interstellar X, caminhonete chinesa no qual ela será derivada como mula de testes. Em Barretos, porém, a Volkswagen colocou pela primeira vez a própria nova Amarok no centro do palco, já com uma camuflagem desenvolvida pelo time sul-americano e permitindo ter uma base das suas proporções.
E mesmo sem divulgar números, o fabricante praticamente confirmou o caminho que já vinha sendo antecipado. A Amarok eletrificada não será apenas mais econômica ou tecnológica. Ela terá mais potência do que o atual V6 3.0 turbodiesel de 258 cv, hoje justamente um dos maiores argumentos de compra da caminhonete média da Volkswagen.
![Volkswagen Amarok 2027 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/08/VW-Nova-Amarok-Teaser-2-1320x743.webp)
Amarok mais potente já tinha sido antecipada
A Volkswagen ainda fala oficialmente apenas em eletrificação e na promessa de entregar a Amarok mais forte já produzida. Só que algumas peças desse quebra-cabeça já foi montado. Segundo apuração do Motor1.com, a configuração mais potente deverá receber o nome Amarok 800 TSI. A nomenclatura segue a lógica conhecida dentro da Volkswagen: TSI identifica motores turbo a gasolina, enquanto o número faz referência ao torque em Newton-metro.
Nesse caso, 800 significaria justamente 800 Nm, equivalentes a cerca de 81,6 kgfm. É um salto enorme diante dos 59,1 kgfm entregues pela Amarok atual. Além disso, a apuração aponta mais de 470 cv de potência combinada, com aceleração de 0 a 100 km/h abaixo dos cinco segundos.


Se esses números realmente chegarem ao modelo final, estaremos falando de picape média mais rápida à venda no Brasil, superando os 5,8 segundos da Ford Ranger Raptor.
Híbrida plug-in entra pela primeira vez na história da Amarok
A Volkswagen também confirmou novamente que a nova geração terá eletrificação, embora ainda não tenha detalhado bateria, motor elétrico ou autonomia. O conjunto apurado anteriormente aponta para uma
arquitetura híbrida plug-in, ou PHEV, combinando motor turbo a gasolina com propulsão elétrica.
De acordo com o Autos Segredos, pode ser que vejamos o motor V6 diesel na nova Amarok, embora o custo para adaptar possa ser um dos entraves. Neste caso, o motor 2.5 turbodiesel de 223 cv e 52,8 kgfm que
equipa a picape chinesa pode estar à disposição.

Base é chinesa, mas Volkswagen quer colocar sua mão no projeto
Essa nova Amarok também tem uma origem completamente diferente daquela que conhecemos desde 2010. A picape utilizará como ponto de partida a arquitetura da Maxus Interstellar X, modelo desenvolvido pela
SAIC na China. Volkswagen e SAIC trabalham juntas há décadas no mercado chinês e agora levam essa parceria para um produto específico da América do Sul.
Mas a Volkswagen bate bastante na tecla de que não está simplesmente colocando seu logotipo em uma picape chinesa. A direção, suspensão, calibração, comportamento dinâmico e adaptação para uso sul-americano estão sendo trabalhados pelos times regionais. E é justamente por isso que os protótipos aparecem rodando tanto.

![Volkswagen Amarok Extreme [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SDsR3QeK-Volkswagen-Amarok-Extreme-7_edited-edited.webp)
Portanto, a nova Volkswagen Amarok vem enfrentando calor, frio, altitude, terra, estrada pavimentada e todo tipo de piso encontrado entre Brasil e Argentina. A marca diz que clientes também participam desse processo em
condições reais de uso.
Visual da nova Volkswagen Amarok começa a aparecer melhor
Até aqui, os flagras já mostravam que a nova geração teria proporções bem diferentes. A Interstellar X é maior e mais larga que a Amarok atual, e os protótipos vistos no Brasil e na Argentina deixavam isso
bastante evidente.
Em Barretos, mesmo com a camuflagem artística, algumas formas ficam um pouco mais claras. O capô parece alto e praticamente horizontal, enquanto a dianteira continua larga e bastante vertical. O conjunto
óptico segue a tendência já vista nos flagras, com assinatura luminosa superior e projetores principais mais abaixo.
![Volkswagen Tukan e Amarok 2027 [imagem gerada por IA]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Gemini_Generated_Image_kwvn4lkwvn4lkwvn-1320x737.webp)
Atrás, as lanternas continuam verticais nas extremidades da caçamba. Além disso, a próxima Amarok terá degraus incorporados ao para-choque traseiro, algo que já apareceu nos protótipos e ajuda bastante no acesso à caçamba.
Camuflagem conta a história da América do Sul
A própria camuflagem mostrada em Barretos não foi escolhida por acaso. O time regional de design colocou referências a diferentes lugares e culturas da América do Sul. A estampa mistura Monte Fitz Roy, Cataratas do Iguaçu, Amazônia, Linhas de Nasca, calçada de Copacabana e até os Moais da Ilha de Páscoa. Também aparecem elementos do campo, fauna, flora e cultura regional.
Parece apenas uma brincadeira visual, mas há um detalhe interessante: alguns desses elementos estarão no carro definitivo como easter eggs. A Volkswagen ainda não revelou quais.
![Volkswagen Amarok 2027 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/08/VW-Nova-Amarok-Teaser-1-1320x742.webp)
América do Sul está participando muito mais do projeto
A Volkswagen quer vender a ideia de que a América do Sul deixou de ser simplesmente o destino final da picape. Times locais de design, engenharia, testes e validação participam do desenvolvimento, enquanto a produção continuará concentrada em General Pacheco, na Argentina.
A fábrica recebe parte dos investimentos de R$ 4 bilhões destinados à operação argentina, dentro de um programa maior de R$ 20 bilhões para a América do Sul até 2028. Esse dinheiro será usado tanto no
produto quanto na modernização da própria linha de fabricação.


Não será a Amarok que existe na Europa
Também vale lembrar que essa nova geração sul-americana não tem nenhuma relação com a Amarok vendida hoje na Europa e em outros mercados. Lá fora, a Volkswagen usa uma segunda geração desenvolvida em parceria com a Ford e baseada na atual Ranger.
Por aqui, a estratégia será completamente diferente. A Volkswagen decidiu criar uma Amarok específica para América do Sul, aproveitando a aliança com a SAIC e a base da Maxus. Então, na prática, teremos duas Amarok completamente diferentes convivendo pelo mundo. Uma com base Ford. Outra com origem chinesa e desenvolvimento regional.


Estreia acontece em 2027
Ainda teremos de esperar um pouco para conhecer tudo. A Volkswagen confirmou a chegada da nova Amarok para 2027, enquanto a produção acontecerá novamente em General Pacheco.
Até lá, a marca deve revelar aos poucos o visual sem camuflagem, versões, interior e principalmente os números do conjunto híbrido.

Você trocaria o V6 diesel por uma Amarok híbrida de mais de 470 cv? Escreva nos comentários.

