O projeto da nova geração da Volkswagen Amarok vai gerar um produto que promete mexer com o mercado sul-americano. Trata-se de um SUV de grande porte com capacidade para até sete ocupantes em três fileiras. A novidade, já apresentada em clínicas restritas para os concessionários, chegará com pegada para peitar Toyota SW4 e GWM Haval H9.
Resgatar um utilitário derivado da picape não é uma ideia inédita do fabricante. Afinal, a Volkswagen chegou a desenhar um modelo conceitual sobre a base da Amarok, embora tenha sido engavetado. Desta vez, a nova matriz arquitetônica, fruto de uma aliança estratégica com a chinesa SAIC, abriu margem para um salto em porte, bem como aposta na cavalaria para mudar esse jogo.
O rótulo de super SUV para o Projeto Atacama passa longe do exagero. O modelo nascerá embalado pela estrutura e pelo entre-eixos da nova caminhonete, que belisca os 3,30 metros. Na prática, supera os 2,79 m do Toyota SW4 e os 2,85 m do Haval H9.

Historicamente, SUVs construídos sobre chassi sofrem para acomodar bem a terceira fileira, sacrificando o espaço das pernas ou reduzindo o porta-malas. A origem dessa vantagem está na caminhonete Maxus Interstellar X, modelo chinês de 5,50 metros de comprimento que empresta sua estrutura Star Bridge ao projeto da nova Amarok.
A arquitetura da nova Volkswagen Amarok
Trata-se de uma arquitetura moderna, concebida desde o primeiro rascunho para aceitar eletrificação e diferentes variações de carroceria. Isso não significa, porém, um mero rebadge: os flagras em testes pelo Brasil e pela Argentina revelam que o time de design e engenharia da América do Sul imprimiu uma identidade própria, reformulando a dianteira e ajustando a calibração para a nossa realidade.
O grande trunfo está na nomenclatura 800 TSI, fazendo alusão direta aos 81,6 kgfm gerados por um conjunto híbrido plug-in (PHEV). Além disso, a mecânica promete entregar mais de 470 cv de potência, tração integral e uma aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos quatro segundos.


E contra os rivais?
Aliás, para comparar, entre os modelos rivais o Toyota SW4 entrega 204 cv e 51 kgfm, enquanto o Haval H9 oferece 184 cv e 48,9 kgfm. Um SUV de sete lugares com quase 500 cavalos e aptidão 4×4 não só deixa a concorrência comendo poeira, mas inaugura um nicho inédito no mercado nacional. A estratégia repete a tática de sucesso da antiga Amarok V6: usar o desempenho como grande argumento de vendas.
Enquanto a Toyota se consolidou combinando a Hilux com o apelo familiar do SW4, a marca alemã assistia a essa fatia do mercado do lado de fora. O Atacama nasce justamente para cobrir essa lacuna com uma receita indigesta para a concorrência: espaço interno inédito, valentia fora de estrada e desempenho de esportivo, conforme publicado pelo Motor1Brasil em matéria escrita pelo jornalista Fabio Trindade.

Na década passada, a ideia de um SW4 da Volkswagen travou no estágio de protótipo. Agora, o projeto tem sinal verde para ir às ruas. Combinando sete lugares reais, 3,30 metros de entre-eixos e a mecânica 800 TSI. Ou seja, a marca encontrou a munição que faltava para tirar o sono da concorrência.
E você, trocaria o Toyota SW4 ou o GWM Haval H9 por um SUV da Amarok com quase 500 cavalos? Escreva nos comentários!


