Sucesso de vendas na Índia a ponto de duplicar os resultados da Skoda por lá, o SUV subcompacto Kylaq vai ganhar o mundo. O primo tcheco do Volkswagen Tera, que custa somente R$ 40 mil em seu mercado de origem, deve chegar à Europa e a outros países como novo carro de entrada da Skoda.
Skoda Kylaq nasceu junto do Volkswagen Tera
Desenvolvido conjuntamente ao Volkswagen Tera, o Skoda Kylaq é produzido e vendido somente na Índia. Ele é um SUV subcompacto com porte muito próximo ao do primo alemão, embora seja mais alto e quadrado. A plataforma é a MQB-A0, mas na variante IN de baixo custo.
Visualmente, o Skoda Kylaq traz frente agressiva com faróis divididos em duas partes e grade frontal com filetes verticais. A dianteira e a traseira adotam linhas retas e quadradas para manter o SUV subcompacto abaixo dos 4 metros de comprimento, faixa que recebe incentivos fiscais no mercado indiano.

Tal qual o Volkswagen Tera, ele tem lanternas posicionadas apenas nas extremidades da carroceria, conectadas por uma peça plástica preta. O para-choque traz detalhes em cinza ou preto, dependendo da versão. Já por dentro, ele utiliza um layout bastante parecido com o do Tera, mas com aparência mais sofisticada.
SUV de entrada da Skoda na Europa
A ideia da Skoda é levar o Kylaq para a Europa e posicioná-lo como seu carro de entrada. Hoje, esse papel pertence ao Fabia, o Volkswagen Polo da Skoda. O hatch parte de 20 mil euros, enquanto o Kylaq custa a partir de 6.800 euros na Índia.

Claro que, ao ser exportado, ele ficará mais caro. Ainda assim, poderá custar menos que o hatch compacto da marca.
Também existe a possibilidade de a Skoda adotar outros motores no Kylaq, como o 1.0 MPI disponível na Europa e usado pelo Volkswagen Tera no Brasil. Atualmente, ele utiliza apenas o motor 1.0 TSI de 113 cv, um pouco menos potente que a versão vendida por aqui.

Motores já facilitam adaptação para novos mercados
Sempre com tração dianteira, o Skoda Kylaq oferece transmissão manual de seis marchas ou automática convencional com o mesmo número de velocidades. Como a plataforma já aceita motores homologados para a Europa, a adaptação do SUV indiano para outros mercados tende a ser relativamente simples.


