Oroch e Alaskan foram as primeiras caminhonetes da Renault nessa fase contemporânea, e nenhuma delas vendeu o que a marca esperava. Entretanto, a estreia da Niagara mostrou que a marca francesa ainda não desistiu de ter um modelo com caçamba forte no mercado. Mas ela será a única.
Durante uma coletiva de imprensa com jornalistas brasileiros na Argentina, Jan Pteck, vice-presidente de veículos comerciais da Renault, afirmou que a marca francesa não quer mais olhar para outros segmentos de caminhonetes além daquele em que a Niagara participa. Ela, inclusive, será a única picape Renault em nível global.
Ao ser questionado se a Alaskan teria uma sucessora, visto que ela é baseada na Nissan Frontier, que acabou de morrer, o executivo afirmou que “não está nos planos. Esse mercado da Niagara é o que estamos focando, mas hoje não temos planos para ir além. Pensamos que esse segmento é o que temos mais potencial”.

Nem tem chance
A negativa sobre uma nova caminhonete média da Renault se deu por vários fatores. O primeiro foram as vendas muito abaixo do esperado para a Alaskan, tanto na Europa quanto no Brasil. Outro ponto é a falta de uma plataforma compatível com o modelo, que precisaria ser de chassi sob carroceria.
“Não temos dentro do portfólio uma plataforma para uma picape média. Se fizermos algo, teríamos que ter a parceria com alguém para tornar viável”. Ou seja, tal qual foi a Alaskan, que foi feita em parceria com a Nissan, uma sucessora para a Alaskan teria de ser desenvolvida com outra marca, visto que a marca japonesa agora faz sua picape com a Dongfeng e com a Mitsubishi.

Além disso, o executivo também vê como necessidade uma produção local dessa caminhonete para que ela dê certo: “teria que ser produzida aqui e localizada para atender as experiências do consumidor”. Ou seja, entre os 14 carros a serem lançados pela Renault até 2030 fora da Europa, a única caminhonete será a Niagara.
Você acredita que a Renault teria sucesso no segmento de caminhonetes médias?

